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Professores da Politécnica participam de expedição internacional sobre mudanças climáticas

Publicado em: 19/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Em Sebastopol, na Crimeia, os professores da Escola Politécnica, Fábio Krykhtine e Osvaldo Rezende, participaram de uma missão internacional voltada ao estudo dos impactos das mudanças climáticas em regiões costeiras vulneráveis. Os docentes integraram a terceira expedição do projeto BRICS VULNECOAST, iniciativa que reúne pesquisadores de diferentes países para desenvolver soluções de monitoramento e gestão ambiental.

Durante a missão, os professores trabalharam no desenvolvimento de um software capaz de analisar os efeitos das mudanças climáticas sobre ecossistemas costeiros, utilizando a Lógica Fuzzy como base para apoiar processos de tomada de decisão. Eles também se tornaram os primeiros pesquisadores brasileiros a visitarem o Instituto de Biologia dos Mares do Sul da Academia Russa de Ciências (IBSS), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa em vida marinha do mundo.

A viagem a Sebastopol, realizada entre os dias 27 de abril e 7 de maio, integrou uma das três missões de reconhecimento previstas pelo projeto VULNECOAST, vinculado ao 6º Programa-Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação dos BRICS, com apoio do CNPq pelo Brasil. Ao lado de pesquisadores do IBSS, os professores participaram de inspeções em áreas costeiras estratégicas, como a costa sul da Crimeia e o litoral do Mar Negro, no Cáucaso. As visitas tiveram como objetivo mapear características ambientais, incluindo relevo, uso do território e processos naturais em curso nessas regiões.

Além das atividades de campo, os pesquisadores participaram de reuniões institucionais com diretores e cientistas do IBSS para discutir futuras cooperações acadêmicas, incluindo a realização de conferências científicas conjuntas. A programação também incluiu visitas aos modernos laboratórios do instituto, ao Centro de Uso Coletivo “Filogenômica e Transcriptômica” e à coleção de hidrobiontes do Oceano Mundial.

Fundado em 1871, o IBSS possui uma ampla infraestrutura de pesquisa, com frota de embarcações, equipamentos avançados de análise laboratorial, estação meteorológica e o maior acervo de peixes e micro-organismos da Rússia, sendo uma referência nos estudos da vida marinha do Mar Negro.

Segundo o professor Osvaldo Rezende, a experiência proporcionou um importante intercâmbio científico e cultural. “A oportunidade de enfrentar desafios comuns em territórios distintos é extremamente enriquecedora. Um sentimento gratificante é o reconhecimento de que a ciência não deve se limitar a fronteiras políticas, devendo ser livre e acessível a todos, para que os seus resultados possam contribuir para a construção de um futuro melhor”, destacou.

A participação dos professores no projeto teve início em 2024, quando foram contemplados no edital BRICS STI, com o projeto coordenado pelo professor Fábio Krykhtine. Na primeira etapa da expedição, receberam na UFRJ equipes do IBSS e da Durban University of Technology (DUT), da África do Sul. No ano passado, realizaram uma visita técnica à DUT, onde conduziram levantamentos na costa oeste sul-africana. Agora, os pesquisadores se preparam para retornar a Sebastopol, entre agosto e setembro deste ano, para participar de duas conferências internacionais.

“Nossa missão em Sebastopol foi especial em diversos aspectos por abrir importante canal de diálogo com especialistas, gerar conexões científicas de alto desempenho e projetar estratégias de integração futuras. Além do IBSS, nós também fizemos uma visita técnica ao Instituto de Oceanografia Shirshov em Moscou, que conta com frota de seis navios de pesquisa e dois submarinos com o qual a UFRJ assinará acordo de cooperação.”, avaliou o professor Fábio Krykhtine.

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Liga de Investimentos da UFRJ é uma das melhores do país em desafio promovido pelo Bradesco BBI

Publicado em: 12/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Liga de Investimentos da UFRJ conquistou o terceiro lugar no Bradesco BBI Challenge, competição nacional de Equity Research promovida pelo Bradesco BBI. O resultado colocou a instituição entre as três melhores do país em uma disputa que reuniu 14 ligas de mercado financeiro de diferentes universidades brasileiras. A classificação final ficou com a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) em primeiro lugar, a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em segundo e a UFRJ em terceiro.

A equipe da UFRJ foi formada por Ricardo Brandino, Bernardo Jansen e Bernardo Haimenis, de Engenharia de Produção; João Pedro Gomes, de Engenharia Elétrica, todos da Escola Politécnica da UFRJ; e Eduardo Jubé, de Ciências Contábeis. O grupo analisou a Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, desenvolvendo uma tese de investimento com modelos financeiros, projeções, análise de riscos e recomendação final apresentada a uma banca de profissionais do mercado.

A entrega do desafio foi feita por meio de um relatório e de uma apresentação. A competição foi realizada inteiramente de forma online. Os três melhores grupos foram convidados para apresentar a pesquisa a banqueiros do Bradesco BBI e da Bradesco Asset. Além do reconhecimento na competição, todos os finalistas foram convidados para estagiar no banco durante o período de férias.

Ricardo Brandino destacou o impacto da experiência durante a competição. “Participar deste desafio foi muito importante, trazendo grande aprendizado desde a construção da tese de investimento até a apresentação final para a banca do Bradesco. Agradeço à Liga de Investimentos e à UFRJ pela oportunidade e por todo o suporte durante essa jornada.”

Já Eduardo Jubé ressaltou o caráter prático e profissionalizante da competição. “O desafio é um dos únicos momentos fora do mercado de trabalho em que conseguimos colocar em prática o que aprendemos na liga. Isso, somado à exposição e ao reconhecimento por profissionais experientes da área durante a apresentação final, faz com que ele tenha valor não só acadêmico, mas também profissionalizante.”

A Liga de Investimentos da UFRJ é a primeira organização da universidade voltada à conexão entre estudantes e o mercado financeiro. Com mais de 11 anos de história, a Liga de Investimentos da UFRJ atua como uma verdadeira instituição de aprendizado, cobrindo desde análise de investimentos até fusões e aquisições, preparando seus membros para atuar com excelência no mercado financeiro.

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Alunas da Politécnica-UFRJ conquistam título nacional de robótica e garantem vaga em mundial no Japão

Publicado em: 28/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Formado por alunas da Escola Politécnica da UFRJ, o grupo Astra Robotics Team conquistou o 1º lugar na categoria MegaSumô Autônomo na RSM Challenge International 2026, maior competição de robótica do país. A competição, sediada em Mogi das Cruzes (SP), foi realizada entre os dias 17 e 21 de abril e reuniu participantes de diversos países, incluindo Estados Unidos, México e Colômbia. A vitória garantiu ao grupo a vaga para o torneio mundial All Japan Robot Sumo, em Tóquio, previsto para dezembro deste ano.

Integram o Astra Robotics Team, as estudantes Anne Victória Rodrigues da Costa (capitã), de Engenharia Mecânica; Giovanna Bilitario Trianon, de Engenharia Mecânica; e Lígia Calina Bueno Bonifácio, de Engenharia Eletrônica e de Computação, que juntas atuam de maneira independente e são responsáveis por todas as etapas do projeto, desde as funções administrativas até a fabricação de robôs.

De acordo com a capitã, Anne Victória, durante a disputa do RSM Challenge, o grupo competiu contra equipes consolidadas no cenário da robótica, como a “ThunderRatz”, da Escola Politécnica da USP, e a “RoboJackets”, da Georgia Tech (Estados Unidos). Ela destacou que foi uma surpresa muito positiva terem conquistado esse troféu, dado que essa é apenas a segunda competição do robô:

– Foram oito meses trabalhando juntas em todas as etapas do projeto, que envolvem mecânica, eletrônica e programação. Conquistar esse troféu de 1º lugar foi a comprovação de que estamos no caminho certo.

O robô Supernova disputou a categoria Mega Sumô Autônomo, com peso máximo de 3 kg. Entretanto, o projeto conta com ímãs na parte de baixo de seu chassi, o que faz com que seu peso virtual possa chegar a mais de 100 kg quando em contato com a arena metálica, colocando à prova o projeto mecânico e eletrônico desenvolvido. De acordo com a capitã, as peculiaridades do projeto – que conta com o apoio do Parque Tecnológico da UFRJ, somadas às estratégias de batalha desenvolvidas no código, que são executadas de forma autônoma com o auxílio de sensores, estão entre os fatores que levaram o robô a ter um desempenho tão destacado nas arenas.

Esta não é a primeira conquista da Astra Robotics Team. A equipe também obteve destaque em cenário internacional ao conquistar o 3º lugar na categoria Mini Sumô na RoboChallenge Romania, em Bucareste, na Romênia, em novembro de 2025. Na época, o torneio reuniu estudantes de mais de 30 países e contou com 275 robôs inscritos.

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Alunos da Escola Politécnica da UFRJ avançam à final internacional de engenharia do CASE-IN 2026

Publicado em: 27/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Alunos da Escola Politécnica da UFRJ foram selecionados para a fase final da League of Young Professionals, competição internacional de engenharia do CASE-IN 2026, voltada a jovens profissionais e estudantes em fase de conclusão de curso. O resultado foi divulgado no último dia 17 e coloca a equipe entre os 10 times finalistas da competição do BRICS+, que reúne participantes de países do bloco em desafios voltados ao setor de energia.

A equipe é formada por Vinicius Costa Silva, João Pedro Gualti Scalabrini, Jeniffer Medeiros dos Santos e Victor Pereira da Silva dos Santos — sendo dois alunos da Engenharia Nuclear, um da Engenharia Naval e um da área de Ciência da Computação (CCMN). O grupo avançou após aprovação em uma etapa classificatória que incluiu a apresentação de um pitch on-line do projeto desenvolvido.

O trabalho apresentado propõe o desenvolvimento de uma usina nuclear com reprocessamento de urânio e cogeração de água, voltada ao atendimento da crescente demanda energética de futuros datacenters hyperscale de inteligência artificial. A proposta busca conciliar eficiência, sustentabilidade e viabilidade no setor energético.

Agora, os estudantes se preparam para a etapa final da competição, que será realizada presencialmente em Moscou, na Rússia, entre os dias 18 e 22 de maio. Nesta fase, as equipes deverão aprimorar seus projetos, aprofundando aspectos como sustentabilidade, viabilidade econômica e outros parâmetros técnicos, antes da apresentação ao comitê avaliador internacional. Os finalistas terão as despesas de participação custeadas pela organização do evento.

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PetroTeam UFRJ conquista 14º título nacional em desafio sobre a indústria do petróleo

Publicado em: 24/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A equipe PetroTeam UFRJ, formada por alunos de graduação da Escola Politécnica da UFRJ, conquistou, pela 14ª vez, o título nacional em competição de conhecimento sobre a indústria do petróleo, recebendo também uma premiação de R$ 5 mil. Na edição de 2026, a UFRJ ficou em primeiro lugar, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em segundo, e pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em terceiro. A vitória aconteceu no dia 11 de abril.

Organizado pela Society of Petroleum Engineers (SPE), o desafio funciona no estilo “quiz de conhecimento”. Em ritmo acelerado e dinâmico, equipes de diversas universidades são desafiadas a responderem com rapidez perguntas técnicas e não técnicas relacionadas à indústria de petróleo. A equipe que alcançar a melhor pontuação vence a competição.

A competição, disputada em inglês entre equipes universitárias, é voltada para as áreas da engenharia e envolve questões técnicas e temas atuais relacionados à indústria do petróleo, em formato de perguntas e respostas.

Os quatro primeiros colocados garantiram vaga na etapa regional, que será realizada no próximo mês, em Buenos Aires, reunindo equipes da América Central e da América do Sul. A PetroTeam UFRJ, no entanto, já tinha classificação assegurada por ter vencido o regional de 2025.

A equipe da UFRJ é formada pelos estudantes Isabella Barbosa (capitã), Amanda Cortkamp, Luan Rocha, João Costa e Guilherme Ozorio. A capitã da equipe, destacou a conquista:

– É um orgulho imenso fazer parte da história da PetroTeam UFRJ. Ajudar o time a conquistar o primeiro lugar e, como capitã, receber o prêmio de Most Valuable Player é a materialização de toda a nossa dedicação. Essa vitória reflete o trabalho em equipe e o esforço de todos que nos prepararam para chegar até aqui e, hoje, ao assumirmos a responsabilidade de formar os próximos, compreendemos ainda mais a dimensão desse legado e a importância de contribuir com uma comunidade tão significativa para nós.

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Reitor da UFRJ dá posse à nova direção da Escola Politécnica

Publicado em: 17/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto de Andrade Medronho, participou da cerimônia de posse da nova direção da Escola Politécnica, realizada na tarde desta quarta-feira (15), no Salão Nobre da Decania. O professor Sergio Lima Netto assumiu como diretor da unidade para a gestão 2026–2029, ao lado do vice-diretor Marcelo Gomes Miguez.

A cerimônia começou com a composição da mesa, que reuniu o reitor da UFRJ; a vice-reitora, Cássia Curan Turci; a vice-decana do Centro de Tecnologia, Maria Inês Bruno Tavares; a diretora da Escola Politécnica (gestão 2022–2026), Cláudia do Rosário Vaz Morgado; além do novo diretor e do novo vice-diretor da Escola Politécnica da UFRJ. Em seguida, houve a execução do Hino Nacional e o ato de assinatura e entrega do Termo de Posse. Na sequência, autoridades acadêmicas se pronunciaram, destacando a relevância da Escola Politécnica para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

Em sua fala, a ex-diretora da Escola Politécnica, Cláudia do Rosário Vaz Morgado, afirmou: “Hoje minha satisfação é saber que a Escola estará em boas mãos, do professor Sérgio e do professor Marcelo. A grande maioria da equipe continua com eles para consolidar essa mudança em uma escola que sempre esteve à frente do Brasil.”

Já o vice-diretor empossado, Marcelo Gomes Miguez, destacou a emoção do momento. “É um momento bastante emocionante. A Escola Politécnica é uma segunda casa para mim. É com muita felicidade que assumo essa posição de vice-diretor. Já são 28 anos de UFRJ. Portanto, a maior parte da minha trajetória profissional foi feita aqui dentro. Foi nesses corredores e nessas salas de aula que eu me formei, me preparei para esse futuro, fiz amigos, construí sonhos e os transformei em realidade. Nós temos uma responsabilidade muito grande. Esse é o nosso papel: temos que estar de portas abertas para receber as demandas e dar respostas. É dessa maneira que eu espero contribuir.”

A vice-decana do Centro de Tecnologia, Maria Inês Bruno Tavares, ressaltou a importância da união institucional. “Unidos somos mais fortes e traremos mais substância para o CT, para que ele possa crescer e mostrar todo o trabalho que ele faz, toda capacidade que ele tem. Desejo sucesso à nova equipe. Sejam muito bem-vindos.”

O diretor empossado da Escola Politécnica, Sergio Lima Netto, também destacou o significado do momento. “É uma responsabilidade muito grande. Meu professor Paulo Diniz, minha mãe e minha esposa entenderam a responsabilidade, a beleza e a oportunidade de retribuição que estavam sendo dados a mim. Todos eles, emocionados, me falaram que eu devia fazer isso. E eu entendi através dos olhos deles. Eu percebi que era a pessoa certa para estar aqui.”

Na foto, o diretor empossado da Escola Politécnica, Sergio Lima Netto, ao lado do vice-diretor Marcelo Miguez (à esquerda) e do Reitor da UFRJ, Roberto Medronho (à direita).

A vice-reitora da UFRJ, Cássia Curan Turci, também comentou os desafios da nova gestão. “Esse momento de posse, de nova direção, é sempre um desafio. Parabenizo vocês por aceitarem o desafio de conduzir uma unidade de excelência da UFRJ. Nós sabemos da excelência no ensino, na pesquisa e na extensão da Escola. Queria desejar muito sucesso e sorte para vocês.”

Encerrando a cerimônia, o reitor Roberto Medronho enfatizou o papel estratégico da universidade. “É impossível falar de desenvolvimento nacional sem a participação dos engenheiros e engenheiras formados na Escola Politécnica da UFRJ. É da universidade que saem as grandes soluções para resolver os nossos problemas, e não tenho dúvida nenhuma de que a Escola Politécnica continuará mantendo esse padrão. A contribuição que a Escola Politécnica deu para essa nação é algo que tem que ser louvado.”

A solenidade contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e institucionais, que estiveram presentes para prestigiar a cerimônia, entre elas o professor emérito e ex-reitor da UFRJ Paulo Alcântara Gomes; o professor emérito Sandoval Carneiro Júnior; o pró-reitor de Políticas Estudantis Eduardo Mach; o superintendente geral de Políticas Estudantis Alexandre Leiras; a diretora da Coppe Suzana Khan; o superintendente geral substituto de Tecnologia da Informação e Comunicação Tiago Miranda; o diretor do Instituto de Física Bruno Souza; o diretor do Instituto de Matemática Wladimir Augusto das Neves; o diretor de Educação e Cultura da Firjan Vinicius Cardoso; o representante do CREA-RJ Jonatha Tavares de Mello; o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa João Ramos Torres; o decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza Cabral Lima; a chefe de Gabinete da Reitoria Fabiana Fonseca; o diretor do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides) Felipe Addor; o diretor do Escritório Técnico da Universidade Wagner Nahas; e a pró-reitora de Graduação Maria Fernanda Santos Quintela, além de docentes, técnicos-administrativos, estudantes, familiares e convidados.

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Projeto do PEA/UFRJ, coordenado por professora da Escola Politécnica, conquista certificação ODS Educação 2025

Iniciativa voltada à sustentabilidade e à integração entre universidade, escolas e comunidades é reconhecida por seu impacto social e educacional
Publicado em: 14/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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O projeto “Qualificação para sustentabilidade: Escola, Universidade e Comunidade de mãos dadas”, vinculado ao Programa de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ (PEA/UFRJ), foi reconhecido com o certificado ODS Educação 2025. A iniciativa é coordenada pela professora Cristina Nassar, que vem liderando ações voltadas à educação ambiental e à aproximação entre universidade e sociedade.

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o projeto contribui diretamente para a meta de garantir educação de qualidade e formação cidadã, incentivando o engajamento de estudantes do ensino básico e superior em temas relacionados ao meio ambiente. A certificação é concedida a iniciativas que produzem impactos positivos na sociedade por meio da educação, sendo promovida pelo Instituto Selo Social, GT Agenda 2030 e UnB 2030.

À frente do projeto, a professora Cristina Nassar aposta em metodologias inovadoras de ensino, como oficinas de divulgação científica e tecnológica, além da produção de vídeos e jogos educativos. As ações buscam despertar o interesse pela ciência de forma lúdica e acessível, ao mesmo tempo em que aproximam docentes e discentes da UFRJ das comunidades.

Entre os resultados alcançados, destacam-se a realização de 10 oficinas de divulgação científica em diferentes locais, duas oficinas tecnológicas, além da produção de 15 vídeos e seis jogos voltados ao ensino de temas ambientais. Sob a coordenação da docente, as atividades também incentivam a geração de renda e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, especialmente em territórios socialmente vulneráveis.

A proposta dá continuidade a uma trajetória iniciada em 2021, quando o projeto foi contemplado com recursos do edital Nossa Escolha, permitindo sua implementação e expansão. Desde então, a professora Cristina Nassar tem ampliado o alcance da iniciativa, consolidando seu papel como ação de extensão universitária, levando o conhecimento acadêmico para além dos muros da universidade.

A professora também recebeu oficialmente o reconhecimento pela certificação do projeto durante a cerimônia realizada na UFRJ, no dia 10 de abril, no campus da Praia Vermelha, que reuniu iniciativas de diversas unidades da universidade destacadas por suas contribuições à educação e ao desenvolvimento sustentável.

UFRJ em destaque

A UFRJ está entre as 129 instituições de ensino certificadas no Selo ODS Educação, iniciativa do Instituto Selo Social que valoriza práticas com impacto social e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Ao todo, 51 projetos contribuíram para essa conquista, sendo 24 ações de extensão, o que reforça o papel central da universidade pública na produção de conhecimento aplicado e na transformação da realidade social.

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Novos diretores adjuntos assumem áreas estratégicas na Politécnica da UFRJ

Publicado em: 09/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Escola Politécnica da UFRJ anuncia mudanças em suas diretorias adjuntas, com a nomeação de novos docentes para funções estratégicas da unidade acadêmica. Os professores Fábio Luiz Peres Krykhtine, Julio Cesar Boscher Torres e Igor de Azevedo Fraga, assumem respectivamente as diretorias adjuntas de Tecnologia e Inovação (DATI), de Pós-Graduação (DAPG) e de Gestão e Infraestrutura (DAGI). As mudanças buscam aprimorar as atividades de ensino, pesquisa, inovação e gestão institucional.

Na DAPG, Julio Torres destaca que pretende promover um diálogo de cooperação entre os programas para estabelecer boas práticas na construção dos planejamentos estratégicos e na avaliação do atingimento das metas ao longo do quadriênio. Dentre outros aspectos, ressalta a necessidade de uma participação mais efetiva dos discentes na construção e no acompanhamento das ações.

Segundo o professor, a DAPG também incentivará os programas na condução de agendas de pesquisa alinhadas a problemas concretos da sociedade, com ênfase em desafios urbanos, ambientais, tecnológicos e educacionais, em consonância com referenciais internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Outro ponto a ser intensificado é a transferência tecnológica e a inovação, com estímulo à geração de patentes, à criação de startups e ao fortalecimento da interação com núcleos de inovação tecnológica, de forma a converter resultados científicos em aplicações práticas. “Ainda nesse contexto, um dos objetivos será incentivar a criação e a manutenção dos cursos lato sensu, por meio de políticas internas que reduzam os trâmites de criação e facilitem o acompanhamento e o controle das turmas.”, acrescenta o professor.

À frente da DATI, Fabio Krykhtine avalia que a Escola Politécnica já se configura como um polo de inovação tecnológica, com forte energia e engajamento de seu corpo social para a transformação da sociedade. Nesse sentido, entre as principais frentes de atuação da diretoria estão o apoio aos professores na mobilização dos alunos, o incentivo à participação discente em iniciativas estudantis, o fortalecimento das equipes de competição e grupos de trabalho, além da ampliação da presença em eventos nacionais e internacionais e do desenvolvimento de novas abordagens tecnológicas.

O professor também destaca a importância de um diálogo aberto e colaborativo para enfrentar os desafios relacionados a restrições orçamentárias e de infraestrutura, buscando soluções conjuntas e o aproveitamento de oportunidades. “Entre as estratégias, estão a aproximação com o Sistema Firjan, agências de fomento, patrocinadores e instituições parceiras, visando à formação de consórcios de pesquisa e desenvolvimento que possam atrair investimentos, viabilizar infraestrutura, manter laboratórios e ofertar bolsas acadêmicas, com retorno direto à sociedade”, explicou Fábio.

Já na DAGI, Igor Fraga afirma que as primeiras ações serão voltadas à escuta qualificada da comunidade acadêmica, com o objetivo de identificar, junto a estudantes, departamentos e coordenações, os principais gargalos que impactam o ensino. “Em paralelo, vamos realizar um levantamento físico e funcional dos ambientes, especialmente nos períodos de férias, permitindo a elaboração de uma análise de criticidade que priorize segurança, continuidade das atividades acadêmicas e condições de permanência”, revelou o professor.

Segundo ele, a gestão da infraestrutura deverá evoluir de um modelo predominantemente corretivo para uma abordagem baseada em manutenção preventiva, com a estruturação de planos de manutenção e a organização de um cadastro técnico consistente dos ativos. A integração com o setor de patrimônio é apontada como fundamental para a geração de dados estratégicos que permitam prever falhas, otimizar recursos e qualificar a tomada de decisão.

Além disso, também está prevista a implementação de um sistema de avaliação das requisições, com monitoramento de prazos e qualidade dos serviços prestados, gerando indicadores de desempenho. No campo da modernização, a proposta inclui o alinhamento entre infraestrutura e práticas pedagógicas, a qualificação da equipe técnica, a melhoria do desempenho ambiental das edificações, a requalificação dos espaços de permanência e a solução de questões estruturais críticas, garantindo condições adequadas para o ensino, a pesquisa e a permanência estudantil.

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Engenharia de Petróleo da UFRJ é destaque em ranking internacional

Escola Politécnica e Coppe/UFRJ impulsionam excelência da Engenharia de Petróleo em reconhecimento global
Publicado em: 06/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Universidade Federal do Rio de Janeiro voltou a se destacar no cenário acadêmico internacional ao figurar entre as 50 melhores do mundo em Engenharia de Petróleo no QS World University Rankings by Subject 2026. A área aparece na 48ª posição global, em um levantamento que avaliou mais de 21 mil programas de estudo em cerca de 1.900 instituições de mais de 100 países. O resultado reforça a relevância da universidade em um campo estratégico para a economia brasileira, especialmente para o estado do Rio de Janeiro, evidenciando a excelência integrada entre a graduação da Escola Politécnica e a pós-graduação da Coppe/UFRJ.

Para o coordenador do curso de graduação em Engenharia de Petróleo da Politécnica-UFRJ, Rafael Charin, a conquista reflete o engajamento do curso com a indústria, a forte produção científica e a visibilidade alcançada por meio de iniciativas acadêmicas e profissionais. “Ficamos muito felizes com esse prêmio. É um curso de excelência, com forte integração com a indústria, presença em congressos e produção relevante de pesquisa. Esse resultado envolve não só a graduação, mas também a pós-graduação, especialmente a Coppe, que contribui de forma decisiva para consolidar a Engenharia de Petróleo da UFRJ como referência”, afirmou.

Sobre o curso de graduação de Engenharia de Petróleo da Politécnica-UFRJ

O curso de Engenharia de Petróleo da UFRJ surge como resultado da consolidação da experiência acumulada da UFRJ no setor de óleo e gás, atuando ativamente na formação de recursos humanos, no desenvolvimento de pesquisas e de novas tecnologias, assim como na transferência destas ao setor industrial.

Nesse contexto, a Escola Politécnica, a Coppe e a Escola de Química, se uniram em 2001 para propor a criação do curso. Sua característica marcante, a multidisciplinaridade, favorece interações com diversas áreas como a geologia, geofísica, química, engenharia química, tecnologia offshore e controle e automação. A engenharia de petróleo pelo mundo está migrando para a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial. Essa expressão engloba tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de sistemas ciber-físicos, internet das coisas e computação em nuvem. O foco desta revolução industrial é a melhoria da eficiência e produtividade dos processos.

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Programação especial com Semana de Acolhimento e Feira de Carreira marcou a abertura do ano letivo na Escola Politécnica

Eventos ofereceram oportunidades e orientações aos alunos da Politécnica-UFRJ
Publicado em: 30/03/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Nesse primeiro semestre de 2026, mais de 500 estudantes ingressaram na Escola Politécnica da UFRJ. Para receber os novos alunos, a Politécnica-UFRJ realizou, entre 9 e 12 de março, uma programação especial que reuniu, de forma simultânea, a Semana de Acolhimento aos Calouros e a 7ª edição da Feira de Carreira.

Ao longo dos quatro dias, os estudantes conheceram os cursos de graduação, o funcionamento da universidade e as oportunidades acadêmicas, interagindo com veteranos e coordenadores, enquanto a Feira de Carreira, em formato híbrido e com atividades presenciais no Centro de Tecnologia, reuniu milhares de participantes e promoveu contato direto com empresas, oportunidades de estágio, trainee e networking.

Para Mariana Fassarella, estudante de Engenharia de Materiais, a Semana de Acolhimento foi um momento especial, onde teve a chance de conhecer a universidade mais de perto. “A Politécnica superou muito a minha expectativa, e abriu um mundo totalmente diferente para mim”, comentou a estudante.

Outra oportunidade oferecida aos calouros foi conhecer as equipes de competição formada por veteranos da UFRJ. Os novos estudantes puderam conversar com os membros das equipes, explorar os trabalhos desenvolvidos e se inscrever nos processos seletivos. Na Politécnica, são desenvolvidos uma grande variedade de projetos, que estimulam o trabalho em equipe, a resolução de problemas e a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho profissional.

“Todas as equipes de competição servem para alavancar os alunos da nossa universidade. São projetos que você se dedica e estuda diferentes ramos de pesquisa da engenharia”, destacou Paulo Noronha, membro da equipe Minerva Aerodesign.

Para Gabrielle Cristine Fernandes, estudante de Engenharia Civil, as atividades da Feira de Carreira foram fundamentais para que ampliasse suas perspectivas profissionais. “As palestras foram extremamente ricas, trazendo uma visão clara sobre o mercado de trabalho, com uma visão mais ampla sobre o futuro da engenharia”, disse a estudante.

Já para Sangela Gomes, a Feira de Carreira foi uma oportunidade de colocar em prática todos os conhecimentos que aprendeu em sala de aula. A estudante de Engenharia Civil já havia participado de edições anteriores e, neste ano, decidiu atuar como voluntária, colaborando com a produção do evento. “Sempre é uma emoção, uma novidade diferente. São um incentivo e uma motivação muito grandes”, conta.

Maria Alice Ferruccio, Diretora Adjunta de Carreira e Empreendedorismo da Escola Politécnica da UFRJ, destacou o grande impacto do evento entre os estudantes, através de diversas oportunidades acadêmicas e profissionais. “Foram vários impactos positivos, como conhecer as vagas, ouvir sobre temas relevantes para a tecnologia e o networking com os representantes das empresas. Tivemos a presença de vários presidentes, diretores e especialistas nas áreas onde eles poderão, um dia, desenvolver suas competências e construir uma carreira de sucesso”, ressaltou.