Notícias

Entrevista: Novo diretor da Escola Politécnica da UFRJ fala sobre prioridades e desafios

Publicado em: 09/02/2026 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

O professor Sérgio Lima Netto foi eleito diretor da Escola Politécnica da UFRJ para o quadriênio 2026–2029. A posse foi publicada nesta segunda-feira (9/2) no Diário Oficial da União, data a partir da qual o professor passou a assumir oficialmente a direção de uma das mais tradicionais e respeitadas instituições de ensino de engenharia do país, dando início a um novo ciclo de gestão na Politécnica.

Com mais de 40 anos de ligação com a Politécnica-UFRJ, Lima Netto iniciou sua carreira como aluno e, desde 1997, integra o corpo docente da UFRJ, já tendo exercido funções importantes como chefe do Departamento de Engenharia Eletrônica e coordenador acadêmico do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE. Sua trajetória combina formação sólida no Brasil e doutorado no exterior, experiência em pesquisa, inovação e gestão acadêmica.

Ao seu lado, como vice-diretor, está o professor Marcelo Gomes Miguez, cuja carreira na UFRJ também é marcada por extenso envolvimento em ensino, pesquisa e administração universitária, com atuação em dezenas de comissões internas e projetos internacionais, especialmente na área de drenagem urbana sustentável e recursos hídricos.

Esta entrevista tem como objetivo compreender as perspectivas da nova gestão para o futuro da Escola Politécnica: seus planos para pesquisa e inovação, desafios na formação de engenheiros e engenheiras para o século XXI, estratégias de internacionalização e a relação com a comunidade acadêmica e sociedade.

O que o motivou a se candidatar ao cargo de diretor da Escola Politécnica da UFRJ e como sua trajetória acadêmica e administrativa contribuiu para essa decisão?

Sérgio Lima Netto: Minhas principais motivações incluem (i) consolidar e avançar o excelente trabalho da Profa. Cláudia Morgado e sua equipe à frente da Direção e (ii) retribuir à comunidade Poli tudo que recebi como aluno e professor nesses mais de 40 anos de UFRJ. Para a segunda parte da pergunta, espero que os relacionamentos que construí com alunos, técnicos administrativos e colegas professores durante esse longo período viabilizem a nossa gestão da melhor forma possível.

Quais são as principais prioridades da nova gestão e o que a comunidade pode esperar da Politécnica-UFRJ nos próximos quatro anos?

SLN: Como colocado acima, o principal ponto é consolidar e avançar nas várias frentes já em andamento na gestão da Profa. Cláudia Morgado. Assim, a comunidade Poli pode esperar um trabalho eficiente, aproveitando toda a estrutura e a experiência previamente angariadas, e inovador, de acordo com o perfil complementar da nossa chapa.

A Escola Politécnica é referência nacional em pesquisa e produção científica. Quais estratégias a nova diretoria pretende adotar para manter e ampliar essa excelência?

SLN: Nessa frente, pretendemos consolidar nossos cursos de pós-graduação e estreitar nosso relacionamento com a COPPE. Além disso, apoiaremos nossos professores na tarefa de coordenar e participar de projetos de pesquisa e extensão, sempre buscando a excelência que é marca da Poli em tudo que faz.

Como a gestão pretende fortalecer a inovação, o empreendedorismo e a aproximação da Escola Politécnica com o setor produtivo e a sociedade?

SLN: Pelo menos três de nossas diretorias atuam diretamente nesses setores. As iniciativas da Profa. Maria Alice Ferruccio, à frente da Diretoria Adjunta de Carreira e Empreendedorismo (DACE), como a Feira de Carreira e o sistema PoliVagas, dentre outras, serão continuadas e expandidas. Já na Diretoria Adjunta de Projetos e Relações Institucionais (DAPRI), com o Prof. José Marcio, pretendemos estreitar nossos relacionamentos com a FINEP, FIRJAN e outros parceiros. Por fim, mas não menos importante, nossa relação com a sociedade inclui ainda as atividades de extensão fomentadas pela Diretoria Adjunta de Extensão e Cultura (DAEC), com a Profa. Fernanda Vilela, que passam a fazer parte significativa dos nossos cursos de graduação.

A Escola Politécnica tem trabalhado para tornar a graduação mais acolhedora para os estudantes. Quais ações concretas estão previstas para fortalecer o senso de pertencimento dos estudantes?

SLN: A semana de acolhimento aos calouros já se tornou uma tradição de nossa instituição e já temos todo um planejamento conjunto da Diretoria Adjunta de Ensino e Graduação (DAEG), da Diretoria Adjunta de Políticas Estudantis (DAPE) e da DACE para o período de 2026/1.

Outras atividades incluem o Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico (CASA), cuja sede foi recentemente inaugurada, uma iniciativa da DAPE de grande sucesso, que tende a se expandir aproveitando o conhecido consolidado em suas etapas iniciais.

No âmbito da DAEG, temos uma oportunidade ímpar de reduzir os índices de retenção e evasão, principalmente nos nossos períodos iniciais, usando a disciplina de pré-Cálculo. Os frutos dessa iniciativa, implantada pela primeira vez em 2025/2, provavelmente serão colhidos na nossa gestão. A partir dela, queremos quantificar e qualificar as dificuldades dos alunos, para endereçá-las adequadamente, diminuindo os índices de reprovação. A depender do resultado, será interessante replicar esse trabalho para as demais disciplinas de Cálculo e até mesmo da Física.

As atividades das Equipes de Competição e Empresa Júnior (Fluxo), apoiadas pela Diretoria Adjunta de Tecnologia e Inovação (DATI), além, claro, das atividades de extensão a serem desenvolvidas pela DAEC, propiciam um ambiente mais rico e acolhedor para os alunos. O resultado de tudo isso é uma maior motivação por parte de nosso corpo discente, idealmente, reduzindo nossos índices de evasão e aumentando a qualidade de sua formação.

Quais são os planos para o ensino, tanto lato sensu quanto stricto sensu, e para a formação continuada de engenheiros?

SLN: O mercado atual requer um aprendizado contínuo, onde o(a) profissional de engenharia está constantemente se reciclando e se aperfeiçoando com as novas técnicas que surgem numa velocidade cada vez maior. Nesse sentido, a pós-graduação da Poli, tanto lato sensu quanto stricto sensu, cumpre esse papel com excelência, preparando melhor o profissional para um mercado competitivo e desafiador. Nossos planos nessa frente incluem expandir a divulgação de nossos cursos, aproveitando novos canais de comunicação, e apoiar a criação de novos cursos e de novas turmas dos cursos já existentes.

Como a extensão universitária será trabalhada nesta gestão e de que forma a Politécnica pode ampliar seu impacto social?

SLN: Com as novas diretrizes curriculares, a extensão passa a fazer parte integral das grades de nossos cursos de graduação. Desta forma, o papel da DAEC se torna fundamental para concretizar a carga horária requerida pela nova legislação, através de atividades que aproximam toda a comunidade Poli de nossa sociedade, ampliando ainda mais o papel social da nossa instituição. Acreditamos que essa maior aproximação com a sociedade deve trazer grande motivação para a Poli, incluindo não só o alunato como também nossos técnicos administrativos e professores, fechando o ciclo dialógico associado a essa atividade. A escala do desafio é grande, mas os frutos compensam o esforço.

Quais são as principais estratégias para fortalecer as parcerias internacionais em ensino, pesquisa e mobilidade acadêmica?

SLN: Nesse sentido, contamos com a experiência da Diretoria Adjunta de Relações Internacionais (DARI), uma referência no nível de toda a UFRJ, para aperfeiçoar os processos, consolidando e ampliando nossas parcerias internacionais. Nossa parceria com o Instituto Reditus pode trazer novas possibilidades nessa frente que é, na verdade, a semente dessa instituição.

Qual será o papel da comunidade interna — estudantes, docentes e técnicos — na construção e execução das ações da nova gestão?

SLN: Quando eu penso na instituição Poli, eu penso na verdade nessa “comunidade interna” citada na pergunta, com a Direção funcionando apenas como um ponto focal. Na prática, é a comunidade como um todo que produz, no seu dia-a-dia, o ensino, a extensão e a pesquisa de excelência, que são a marca da Politécnica. Nossa estruturação atual em 11 diretorias adjuntas já demonstra o papel crucial dos professores e técnicos administrativos na direção. Com relação aos alunos, foco principal de toda a Politécnica, seus representantes têm ampla representação na Congregação e canal sempre aberto via DAPE ou mesmo diretamente comigo.

Que mensagem você gostaria de deixar para a comunidade da Escola Politécnica da UFRJ neste início de mandato?

SLN: A mensagem que coloco é a que recebi de minha esposa, Isabela, quando conversamos sobre minha candidatura à Direção: é uma enorme responsabilidade, mas, acima de tudo, é um grande reconhecimento e privilégio estar à frente dessa bicentenária instituição. Agradeço à comunidade Poli pela oportunidade e espero retribuir com uma gestão eficiente, includente e transparente.

Notícias

Programa de Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ) conquista nota 5 em avaliação da Capes

Publicado em: 29/01/2026 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ) conquistou a nota 5 na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao período de 2021 a 2024. O PEA/UFRJ é um programa interunidades da UFRJ, formado pela Escola Politécnica e pela Escola de Química, com a participação de alguns docentes do Instituto de Biologia (IB) e Instituto Macromoléculas (IMA), e oferece cursos de mestrado e doutorado na área de Engenharia Ambiental.

Ana Lúcia Nazareth da Silva, coordenadora do PEA/UFRJ, e Mayara Amario, coordenadora substituta, celebraram a conquista, e destacaram que o resultado é fruto do empenho coletivo e do investimento em pesquisa qualificada. “Nosso Programa tem investido fortemente na pesquisa de ponta, na formação de profissionais altamente qualificados e na promoção de projetos que impactam positivamente a sociedade. O ambiente colaborativo e a busca constante por melhorias são marcas do PEA/UFRJ”, afirmou a coordenadora Ana Lúcia.

O Sistema de Avaliação da Capes é responsável por verificar, ao longo de quatro anos, o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado de todo o país, considerando tanto a entrada quanto a permanência dos programas. A avaliação é realizada em 50 áreas do conhecimento e segue uma série de quesitos básicos previamente estabelecidos, garantindo a certificação da qualidade dos cursos de pós-graduação de instituições públicas e privadas.

O PEA/UFRJ nasceu em 2007, a partir da união entre a Escola Politécnica e a Escola de Química, com o objetivo de oferecer formação profissional qualificada e contribuir para o avanço científico. No Programa, são desenvolvidas práticas sustentáveis na área de Engenharia Ambiental, através de pesquisas inovadoras que preservam o ecossistema e melhoram a qualidade de vida das próximas gerações.

“Estamos motivados para seguir evoluindo, inovando e formando líderes que transformarão o futuro. Esta nota é mais que um reconhecimento: é um estímulo para continuarmos avançando juntos, com ética, responsabilidade e paixão pelo conhecimento”, comemorou a coordenadora.

Notícias

Escola Politécnica da UFRJ, Prefeitura de Porciúncula e Fundação Universitária José Bonifácio firmam parceria para estudo de cheias urbanas

Publicado em: 29/01/2026 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

A Escola Politécnica da UFRJ, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porciúncula (RJ) e a Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB), está iniciando um projeto cujo objetivo é fornecer um estudo especializado de modelagem de cheias urbanas, com o propósito de diagnosticar as inundações fluviais e urbanas que afetam a cidade e propor um conjunto de soluções hidráulicas e urbanas em nível de projeto conceitual para a mitigação de seus efeitos. A formalização da parceria foi celebrada pela assinatura de um acordo de parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre as instituições, no dia 23 de janeiro, marcando o começo das atividades.

A mesa de abertura da cerimônia contou com a participação do reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho; da vice-reitora da UFRJ, Cássia Curan Turci; da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado; do prefeito de Porciúncula, Guilherme Fonseca Cardoso; da vice-decana do Centro de Tecnologia, Maria Inês Bruno Tavares; do coordenador do projeto, Marcelo Gomes Miguez; e do secretário municipal de Urbanismo de Porciúncula, Gabriel Gonçalves.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a assinatura do acordo não é meramente um ato administrativo, mas sim um compromisso com vidas humanas. “Com a prevenção, com o planejamento urbano inteligente, com a ciência a serviço da sociedade”.

Já a diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado, comemorou o êxito de pesquisas científicas produzidas pela UFRJ. “O conhecimento gera uma ação social de grande relevância urbana e humana. Nós esperamos que os docentes possam dar continuidade à pesquisa e ao conhecimento e à prestação de serviço à nossa sociedade que tanto precisa”, afirmou a diretora, que durante a cerimônia também entregou ao prefeito de Porciúncula, a medalha comemorativa dos 150 anos da Escola Politécnica da UFRJ.

O projeto visa avaliar o funcionamento da drenagem urbana na região central do município de Porciúncula (RJ), em um cenário complexo, onde estruturas usuais de macrodrenagem falham e os escoamentos pluviais afetam o centro da cidade, somando-se aos efeitos das cheias do Rio Carangola e seus afluentes. Esse contexto se torna ainda mais urgente diante dos eventos registrados em 2020 e 2021, quando graves inundações impactaram significativamente a cidade, afetando, respectivamente, 26% e 46% da população de Porciúncula.

O projeto prevê o desenvolvimento de um modelo hidrológico-hidrodinâmico capaz de simular os eventos de inundação e testar a efetividade de diferentes cenários de intervenção. A metodologia inclui o reconhecimento da área, a caracterização de chuvas intensas, simulações do sistema atual e de soluções propostas, além da integração com o ambiente construído e diretrizes para o planejamento urbano.

Na foto, Marcelo Gomes Miguez, coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica.

“O estudo pretende apresentar um conjunto de soluções para mitigação das inundações nas sub-bacias do rio Carangola dentro do território municipal, avaliadas por meio de simulações matemáticas. As diretrizes adotadas se baseiam na abordagem de infraestrutura verde e azul, que considera o território na escala da bacia hidrográfica e organiza as intervenções a partir das conexões entre áreas de interesse ecológico e áreas urbanas, utilizando a própria rede hidrográfica como elemento estruturador do planejamento da paisagem e do projeto de controle de inundações”, explica o coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez.

A equipe executora do projeto reúne especialistas da UFRJ de diferentes áreas. A coordenação é do professor Marcelo Gomes Miguez, com vice-coordenação do professor Osvaldo Moura Rezende. Também integram a equipe, os docentes Paulo Canedo de Magalhães, Matheus Martins de Sousa, José Paulo Soares de Azevedo, Aline Pires Veról e Rodrigo Rinaldi de Mattos, em uma colaboração entre POLI e FAU. A equipe conta ainda com a pesquisadora Fernanda Rocha Thomaz, três doutorandos, dois mestrandos, quatro alunos de graduação e o técnico-administrativo Franklin Gonçalves de Oliveira Sobrinho.

O prefeito de Porciúncula, Guilherme Fonseca Cardoso, destacou que a iniciativa trará grandes benefícios ao município e às cidades vizinhas. “Este estudo e os seus desdobramentos serão relevantes para Porciúncula e demais municípios do Noroeste e Norte Fluminense. Isso significa que as medidas estruturais que serão adotadas a partir da orientação técnica da UFRJ beneficiarão, além de Porciúncula, as cidades de Natividade, Itaperuna, Italva, Cardoso Moreira e Campos dos Goytacazes, considerando que as cheias da Bacia do Carangola impactam todos os municípios abaixo. O nosso objetivo é ter acesso e em definitivo a uma documentação elaborada pelos melhores especialistas do Brasil no tema e prosseguir nossos esforços políticos em busca de uma solução, se não for definitiva, que seja quase isso”, afirmou o prefeito.e seja quase isso”, afirmou o prefeito.

Notícias

Retrospectiva 2025: premiações e reconhecimentos da Escola Politécnica da UFRJ

Publicado em: 17/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Os estudantes, professores e servidores da Escola Politécnica da UFRJ alcançaram importantes destaques e premiações em 2025. O talento, a dedicação e a capacidade de inovação da comunidade politécnica se refletiram em reconhecimentos nacionais e internacionais.

Confira fotos da cerimônia

Docentes

Vinte professores da Escola Politécnica foram contemplados nos editais Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) da FAPERJ:

Assed Naked Haddad
Carolina Palma Naveira Cotta
Daniel Ratton Figueiredo
Eduardo Antônio Barros da Silva
Helcio Rangel Barreto Orlande
Luis Marcelo Marques Tavares
Marcelo Amorim Savi
Marcelo José Colaço
Marcelo Martins Werneck
Miguel Elias Mitre Campista
Renato Machado Cotta
Robson Francisco da Silva Dias
Rossana Mara da Silva Moreira Thiré
Su Jian
Cesar Giron Camerini
Diego Leonel Cadette Dutra
Giovanni Laranjo de Stefani
Mayara Amario
Mohammad Najjar
Rodrigo Magalhães de Carvalho

Os professores George Victor Brigagão, com o projeto “Agricultura vertical integrada a bioenergia com captura e armazenamento de CO²”, e Thiago Cardoso Tricarico, com o projeto “Estudo de topologias e técnicas de controle para conversores de eletrônica de potência aplicados à produção de hidrogênio renovável via eletrólise”, também foram contemplados pelo JPF.

As professoras Ofélia de Queiroz Fernandes Araújo e Paulo Sergio Ramirez Diniz estão entre os pesquisadores mais influentes do mundo, segundo o ranking Research.com. O professor Paulo Sergio Ramirez Diniz também recebeu o prêmio “2024 Carl Friedrich Gauss Education Award”, da Signal Processing Society – sociedade do IEEE, por suas contribuições sustentadas à educação e mentoria em processamento de sinais e filtragem adaptativa, e foi reconhecido entre os pesquisadores de maior impacto científico do mundo na área de Engenharia, segundo o ranking Elsevier-Stanford 2025.

A professora Juliana Souza Baioco venceu o prêmio “Mulher Pesquisadora na Transição Energética”, concedido pela ENGIE, em parceria com a Embaixada da França no Brasil.

Quatro projetos da Escola Politécnica, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, receberam o Selo ODS Educação 2024 pela UFRJ: Liga pela Universalização da Participação em Políticas Públicas Ambientais (LUPPA Rio) e o projeto Vamos Dar Um Gás, coordenado pela professora Monica Pertel; Orla Sem Lixo, coordenado pela professora Susana Vinzon; e Planejamento Urbano-Territorial para Incremento da Resiliência a Inundações, coordenado pelo professor Osvaldo Rezende.

O professor Richard Stephan, coordenador do projeto MagLev-Cobra, recebeu o prêmio Parceiros da Mobilidade, na categoria Personalidade do Setor de Mobilidade Urbana, concedido pela Agetransp.

O professor Floriano Carlos Martins Pires Júnior foi homenageado com a Medalha pelos 50 anos de Serviço Público Federal.

Os professores Carmen Lúcia Tancredo Borges, Roney Leon Thompson, Marcelo Martins Werneck e Thiago Gamboa Ritto foram reconhecidos entre os pesquisadores de maior impacto científico do mundo na área de Engenharia, de acordo com o ranking Elsevier-Stanford 2025.

Os professores Fernanda Duarte Vilela Reis de Oliveira, João Victor da Fonseca Pinto, José Manoel de Seixas e Natanael Nunes de Moura Junior, conquistaram o Segundo Lugar no Prêmio de Melhor Artigo do Congresso Brasileiro de Inteligência Computacional (CBIC 2025).

Discentes

A Enactus UFRJ foi classificada para o Top 20 do Prêmio Cooperando para um Amanhã Melhor 2025, com o projeto Santa Horta, promovido pelo Instituto Credicitrus e Enactus Brasil. Coordenação: Alice Ferruccio.

O Núcleo WIN Brazil UFRJ conquistou o 2º Presidential Award for Outstanding Section, premiação promovida pelo Women in Energy Brazil (WIN Brazil). Coordenação: Maira Lima Santo.

A Associação Atlética Acadêmica da Escola Politécnica (AAAEP) se destacou no JUBs Sudeste, etapa regional dos Jogos Universitários Brasileiros. Coordenação: Alice Ferruccio.

A equipe Minerva Náutica alcançou o 2º lugar geral no DUNA – Desafio Universitário de Nautidesign, realizado em Joinville (SC). Coordenação: Paulo de Tarso Themistocles Esperança | Supervisão: Letícia Fonseca.

O estudante Pedro Nunes Pereira conquistou o 1º lugar na categoria Graduação com pesquisa sobre diagnóstico de falhas em sistemas modulares. Coordenação: João Carlos dos Santos Basilio.

A equipe Minerva Acendere conquistou o 3º lugar na competição internacional China – Latin America Challenge to Alleviate Poverty, promovida pela Universidade Tsinghua, em parceria com UFRJ, PUC-Chile e Universidad del Pacífico. Coordenação: José Orlando Gomes.

O estudante Bruno Zattera Guimarães foi premiado como melhor apresentador na categoria PIBITI durante o 14° ENICT. Coordenação: Rossana Thiré.

Cinco alunos receberam dignidade acadêmica da UFRJ: Suzana Dias de Sá Fernandez, Victor Cuconato Claro, Victor Vieira Lino, Vitória Nunes Abreu Barbosa e Cristiano Henrique Figueiredo Pereira da Silva Júnior.

Treze alunos receberam o Selo Social de Reconhecimento ABRAMAN durante o 40º CBMGA. Coordenação: Alice Ferruccio.

Bernardo Lessa Guerra
João Pedro Rodrigues Pinho
Julia Katharine de Melo Magalhães
Juliana Magaton Mello
Mariana Retumba Soares
Mateus Barreto da Silva Pereira
Matheus Jia Chiang Wu Vidal
Nathalia Soares Chrispim de Souza
Nayana Campos Oliveira
Nina Hartz de Oliveira
Thales Duque Neves
Thamires Nascimento Sampaio Monteiro
Vitor D’Andrea Araujo Rosina

O estudante Vinicius Costa Silva se destacou na International Financial Security Olympiad 2025, na Rússia. Coordenação: Fabio Krykhtine.

Os alunos Fabrício Profilo, Giovanna Oliveira e Nathan Louback receberam o ABS Award Brasil.

A equipe MinervaBots conquistou dois troféus de 2º lugar na RoboChallenge 2025, em São Caetano do Sul. Coordenação: Vitor Romano.

O UFRJ Consulting Club conquistou o 1º lugar no Desafio Estratégico Mirow 2025. Coordenação: Alice Ferruccio.

A equipe PetroTeam UFRJ conquistou o 2º lugar no Petrobowl Championship 2025, em Nova Orleans. Coordenação: Rafael Charin.

A equipe Minerva eRacing ficou entre os top 10 na Fórmula SAE Brasil 2025. Coordenação: Fernando Castro Pinto.

A estudante Hilary da Silva Lima conquistou o Prêmio CNEN 2025 – Iniciação Científica.

Os estudantes Tainara Zanazi de Castro Sabino e Victor Augusto Carvalho Afô Navarro conquistaram 1º e 2º lugar no Hackathon Young Rio Pipeline.

O XIII Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos contemplou os seguintes alunos:

Graduação:

Bruno Magno Simões de Carvalho e Matheus Fernandes Vilhena Campinho. Orientadores: Osvaldo Moura Rezende e Francis Martins Miranda
Paulo Fortuna Bernardes Filho. Orientadores: Mayara Amario e Caroline Santana Rangel
Felipe Botelho Nunes da Silva. Orientador: Luiz Wagner Pereira Biscainho
Larissa Marques dos Santos Cedro. Orientadora: Rafaella Martins Ribeiro; Coorientador: Yuri de Abreu Silva Araújo Fleischhauer
Matheus Murilo Gomes da Costa. Orientador: Hector Guillermo Kotik; Coorientador: Cesar Giron Camerini
Giovanna Amorim Pires Rezende. Orientadora: Andressa dos Santos Nicolau
Severino Virgínio Martins Neto. Orientadores: Fábio Krykhtine e Jean David Caprace
Paula Cristina Oliveira de Paula. Orientador: Joel Sena
Matheus Schueler de Carvalho. Orientadores: Daniel Alves Castello e Silvia Corbani

Mestrado e Doutorado:

Paulo Moss Hasselmann de Moraes. Orientadores: Gilberto Bruno Ellwanger e Leonardo Sant’Anna do Nascimento
Luiz Paulo Pereira Silva. Orientadores: Assed Naked Haddad e Diego Andrés Vasco
Karoline Vieira Figueiredo. Orientadores: Assed Naked Haddad, Vivian W. Y. Tam e Ahmed W. A. Hammad
João Paulo Rebechi Fraga. Orientadores: Marcelo Miguez e Aline Veról

A aluna Roberta Freire Garcia dos Santos, do curso de Engenharia Nuclear, conquistou o 1º lugar na HackaPower 2025 – Olimpíadas Nucleares Brasileiras (ONB).

Os alunos Gabriel H. B. Lisboa e Leandro Assis dos Santos conquistaram o Segundo Lugar no Prêmio de Melhor Artigo do CBIC 2025.

A Fluxo Consultoria – Empresa Júnior da UFRJ foi homenageada pela Rede Educativa Brasil. Coordenação: Alice Ferruccio.

A equipe Astra Robotics Team conquistou o 3º lugar na categoria Mini Sumô na RoboChallenge Romania 2025. Mentoria: Alice Ferruccio.

O Laboratório de Empreendedorismo e Novos Negócios (Labgn2) conquistou o 3º lugar no Jump Start 2025. Coordenação: Alice Ferruccio.

A equipe Shadow conquistou medalha de bronze na 30ª Maratona SBC de Programação, garantindo classificação para a final latino-americana do ICPC. Coordenação: Márcia Cerioli.

A equipe Minerva Sats recebeu menção honrosa no INPE CubeDesign 2025. Coordenação: Fernando Castro Pinto.

A estudante Mayara Dias Delgado Lopes conquistou o 2º lugar no Prêmio Prof. Figueiredo Ferraz, concedido pelo Comitê Brasileiro de Túneis (CBT). Orientação: Maria do Carmo Reis Cavalcante e Wagner Nahas Ribeiro.

Desde o início da criação e aprovação da disciplina Inteligência Artificial (IA) Aplicada à Gestão da Produção, em 2024, o Grupo Visagio participa tanto da idealização do conteúdo quanto da realização das aulas com os diretores e seus especialistas no tema. A disciplina é conduzida pelos professores Maria Alice Ferruccio e professor Renato Okabayashi Miyaji e especialistas da Visagio. O Grupo Visagio é um parceiro-chave na formação dos nossos alunos em um tema muito importante e atual no mercado de trabalho e, além disso, participa ativamente de muitas outras iniciativas como a Feira de Carreira da Politécnica-UFRJ; Semana Fluxo; Semana de Acolhimento dos Calouros e também de muitos cursos e palestras durante o ano inteiro. Na avaliação dos alunos do curso de Engenharia de Produção, o Grupo Visagio é a melhor empresa para se fazer estágio.

Funcionários


Os servidores da Escola Politécnica que se destacaram em 2025:

Servidores da Sede: Luiz Otávio de Souza Silva e Luciana Ferreira Machado
Servidores das Secretarias dos Departamentos: Rodrigo Vital Salvador e Maria José Caetano do Amaral
Servidores dos Laboratórios: Vladimir Rodrigues Calisto, Oswaldo Luiz Waltz Junqueira e Darlise Jorge Leite

Notícias

XIII Prêmio Crea-RJ premia 19 trabalhos da UFRJ, com destaque para a Escola Politécnica

Publicado em: 16/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

O XIII Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos agraciou 19 trabalhos da UFRJ, que foi a instituição de ensino do Rio de Janeiro com o maior número de prêmios conquistados. A Escola Politécnica recebeu 13 prêmios, sendo duas do Programa de Engenharia Ambiental (PEA), uma do mestrado do Programa de Engenharia Urbana (PEU), uma do Programa de Projetos Estruturais (PPE), e 9 dos cursos de graduação nas engenharias Ambiental, Civil, Eletrônica e Computação, Materiais, Mecânica, Metalúrgica, Naval e Oceânica, Nuclear e Produção.

O Prêmio Crea-RJ é uma iniciativa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) que, desde 2013, valoriza trabalhos acadêmicos, científicos e tecnológicos desenvolvidos por pesquisadores, professores e estudantes do Rio de Janeiro. Realizado anualmente, o prêmio já consagrou mais de 1.500 autores e 120 instituições de ensino, nos níveis de doutorado, mestrado, superior e médio.

Durante o evento, o professor da Escola Politécnica, Richard Magdalena Stephan, recebeu uma homenagem do Crea-RJ, representando todos os docentes que orientaram e avaliaram os trabalhos premiados. A homenagem celebrou sua vida dedicada ao ensino, à pesquisa, à inovação e, acima de tudo, à formação humana e profissional.

A cerimônia de premiação deste ano foi realizada no dia 10 de dezembro, no Teatro João Caetano, no Centro do Rio, e contou com a participação de alunos, professores e orientadores dos trabalhos premiados.

Confira os trabalhos premiados:

Doutorado

Enhancing the life cycle sustainability assessment of buildings through integration of digital twin and blockchain
Autora: Karoline Vieira Figueiredo – Doutorado Profissional do Programa de Engenharia Ambiental (PEA)
Orientadores: Assed Naked Haddad, Vivian WY Tam e Ahmed WA Hammad

Mestrados

Da habitação de interesse social à habitação acessível sustentável: os cenários no Brasil e no Chile
Autor: Luiz Paulo Pereira Silva – Mestrado Profissional do Programa de Engenharia Ambiental (PEA)
Orientadores: Assed Naked Haddad e Diego Andrés Vasco

Avaliação custo-benefício considerando os serviços ecossistêmicos de sistemas de drenagem urbana sustentáveis distribuídos na escala de bacia
Autor: João Paulo Rebechi Fraga – Mestrado Profissional do Programa de Engenharia Urbana (PEU)
Orientadores: Marcelo Miguez e Aline Veról

Projeto de fundação de base de gravidade offshore para torres eólicas de 10 MW do Brasil
Autor: Paulo Moss Hasselmann de Moraes – Mestrado Profissional do Programa de Projetos Estruturais (PPE)
Orientadores: Gilberto Bruno Ellwanger e Leonardo Sant’Anna do Nascimento

Graduação

Análise de ancoragem de ilhas solares flutuantes para ambiente offshore
Aluna: Paula Cristina Oliveira de Paula – graduação em Engenharia Naval e Oceânica
Orientador: Joel Sena

Análise do desempenho de vedação em conectores de dutos flexíveis: uma avaliação de modelos constitutivos em elementos finitos
Autor: Matheus Schueler de Carvalho – graduação em Engenharia Mecânica
Orientadores: Daniel Alves Castello e Silvia Corbani

Aplicação da correção de distorções não-lineares em sinais de áudio na extração de trilha musical
Autor: Felipe Botelho Nunes da Silva – graduação em Engenharia Eletrônica e Computação
Orientador: Luiz Wagner Pereira Biscainho

Automação de métricas de confiabilidade para um sistema de mamografia digital
Aluna: Giovanna Amorim Pires Rezende – graduação em Engenharia Nuclear
Orientadora: Andressa dos Santos Nicolau

Desempenho mecânico e análise de custos de produção de concretos utilizando Agregado Reciclado de Concreto (ARCO) e metacaulim
Autor: Paulo Fortuna Bernardes Filho – graduação em Engenharia Civil
Orientadoras: Mayara Amario e Caroline Santana Rangel

Investigação do fenômeno de self-healing no aço inoxidável 304L
Autora: Larissa Marques dos Santos Cedro – graduação em Engenharia Metalúrgica
Orientadora: Rafaella Martins Ribeiro
Coorientador: Yuri de Abreu Silva Araújo Fleischhauer

Mapeamento de inundações com utilização de modelagem hidrodinâmica 2D no HEC-RAS: estudo de caso da bacia do Rio Piraquê-Cabuçu, Rio de Janeiro/RJ
Autores: Bruno Magno Simões de Carvalho e Matheus Fernandes Vilhena Campinho – graduação em Engenharia Ambiental
Orientadores: Osvaldo Moura Rezende e Francis Martins Miranda

Metodologia de avaliação de resistência residual de reparos compósitos com oscilações mecânicas durante a cura
Autor: Matheus Murilo Gomes da Costa – graduação em Engenharia de Materiais
Orientador: Hector Guillermo Kotik
Coorientador: Cesar Giron Camerini

Nova metodologia para análise do leito marinho aplicada em projetos de óleo e gás baseada em algoritmos de agrupamento e aprendizado de máquina
Autor: Severino Virgínio Martins Neto – graduação em Engenharia de Produção
Orientadores: Fábio Krykhtine e Jean David Caprace

Notícias

Seminário discute nova indústria e formação de engenheiros no Brasil

Diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado, defende ação estratégica de país para a engenharia
Publicado em: 16/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

A Finep, em parceria com o Clube de Engenharia, promoveu o seminário “A Nova Indústria do Brasil e a Formação de Engenheiros – Subsídios Estratégicos”, que discutiu desafios e oportunidades para a engenharia no país. Durante o encontro, foram abordados temas como neoindustrialização, formação de engenheiros, expectativas da indústria em relação às escolas e a visão das instituições acadêmicas sobre o setor industrial. A partir dos debates, serão elaborados três documentos estratégicos: um relatório síntese, um diagnóstico com propostas e um portfólio de projetos, que devem ser apresentados até abril de 2026. O seminário foi realizado na sede da Finep, no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro.

A diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado, participou do evento e destacou a necessidade de investimentos públicos para modernizar o ensino de engenharia e aproximar universidades e indústria, especialmente no contexto do programa Nova Indústria Brasil (NIB). “A engenharia historicamente não apenas concebeu projetos e desenvolveu a indústria, mas também desempenhou papéis cruciais em cargos operacionais de produção. É necessário formar engenheiros para todas essas áreas e inverter o foco do debate, voltando a atenção para a indústria e para o país, para entender o que realmente se espera da engenharia brasileira”, afirmou.

Durante o seminário, a diretora também alertou para desafios recentes da profissão, como o Projeto de Lei 1024, que contraria o processo de revalidação de diplomas ao permitir o registro provisório no CREA, e criticou a formação de engenheiros via Educação a Distância (EAD), modalidade já vetada em outras áreas profissionais, como Medicina, Odontologia e Direito. Ela reforçou que a falta de reciprocidade na contratação de engenheiros brasileiros por empresas estrangeiras instaladas no país evidencia a necessidade de alinhamento entre formação acadêmica e demandas do setor industrial.

Diante desse cenário, Cláudia destacou que, embora o desenvolvimento de soft skills seja importante, é cada vez mais essencial que os engenheiros dominem hard skills de forma aprofundada e prática, adaptada às novas demandas do mercado. A nova geração de estudantes não aceita mais aprender conteúdos apenas por obrigação, sem compreender sua aplicação prática; por isso, as disciplinas precisam demonstrar claramente sua relevância para o aprendizado. “É um equívoco também imaginar que a graduação deva abranger todo o conhecimento que um engenheiro adquirirá ao longo de 40 ou 50 anos de carreira. A formação universitária deve oferecer uma base sólida e preparar o profissional para se adaptar às constantes transformações do setor”, concluiu.

Além da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado, também participaram do debate Adriana Tonini, presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE); Jorge Audy, ex-presidente da IASP, da ANPROTEC e professor da PUC-RS; Antônio MacDowell de Figueiredo, o professor da Escola Politécnica e ex-diretor superintendente da Fundação Coppetec; e Paulo Alcântara Gomes, professor emérito da UFRJ. Prestigiaram o evento os professores da Escola Politécnica Richard Stephan e Sérgio Lima Netto – recém eleito para a Direção da Escola no Quadriênio 2026-2029.

O seminário foi transmitido pelo canal da Finep no YouTube e pode ser assistido nos links:

11 de dezembro – https://www.youtube.com/watch?v=mqqndN3Bv50&t=14192s
12 de dezembro – https://www.youtube.com/watch?v=rhn_qWvZoVM

Notícias

VII Workshop de Engenharia Ambiental do PEA/UFRJ debate desafios e inovações sustentáveis

Publicado em: 16/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Com foco nos principais desafios ambientais da atualidade, o Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ (PEA/UFRJ) realizou o VII Workshop de Engenharia Ambiental, promovido pela Escola Politécnica, em parceria com a Escola de Química. Entre os dias 3 e 4 de dezembro, alunos, professores, pesquisadores e especialistas debateram sobre os avanços em engenharia, tecnologia e sustentabilidade.

A sessão de abertura do evento contou com a participação da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado; da coordenadora do PEA/UFRJ, Ana Lúcia Nazareth da Silva; e da diretora da Escola de Química, Andréa Medeiros Salgado, que deram as boas vindas aos participantes.

“Este evento representa o espaço fundamental para o compartilhamento de conhecimentos, experiências e inovações que colaboram para o desenvolvimento da engenharia ambiental no Brasil. É uma oportunidade única para discutirmos temas atuais, apresentarmos resultados de pesquisas e pensarmos de forma coletiva em caminhos para a sustentabilidade”, afirmou Ana Lúcia Nazareth, na sessão de abertura do evento.

Na sequência, Cláudia Morgado destacou a importância da parceria entre a Escola Politécnica e a Escola de Química, que deu origem ao Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ. “Essa união de unidades para oferecer à sociedade novos conteúdos, conhecimentos e competências é algo importante. Temos um potencial na universidade muito grande”, disse a diretora da Escola Politécnica.

Andréa Medeiros Salgado finalizou a abertura reconhecendo o crescimento e os impactos positivos do Programa de Engenharia Ambiental. “São 17 anos de programa rendendo bons frutos, tendo essa participação multidisciplinar. A gente caminha quando dá as mãos e é isso o que o Programa de Engenharia Ambiental mostra”, afirmou a diretora da Escola de Química.

A palestra de abertura, “Descarbonização, o desafio de uma geração”, foi comandada por Rodolfo Henrique de Saboia, ex-diretor geral da ANP, que abordou os desafios e os avanços da descarbonização no Brasil. Em seguida, André Belo de Oliveira, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Produtos Sustentáveis da Petrobras, apresentou a palestra “Contribuições da tecnologia para uma transição energética justa”, discutindo os impactos da transição energética no Brasil e os desafios para o desenvolvimento de uma matriz energética limpa e acessível no país.

Cauê Ribeiro, pesquisador da EMBRAPA, em sua palestra “As muitas faces do H2 de baixo carbono: além da eletrólise, o que podemos dizer?”, analisou dados relacionados ao uso de nitrogênio no mercado brasileiro e internacional. Denise Saboya, diretora de sustentabilidade e clima da Parker Russell, trouxe a palestra “Mercado de carbono: legislação e estratégias para a descarbonização eficiente”, apresentando informações sobre o mercado de carbono brasileiro e um panorama dos acordos firmados na COP30, realizada em novembro em Belém, no Pará.

A programação seguiu com uma mesa redonda comandada pela professora da UFRJ, Ofélia Araújo, encerrando a manhã do primeiro dia do evento.

Ao longo de dois dias, o VII Workshop de Engenharia Ambiental contou com palestras de especialistas de universidades e instituições nacionais e internacionais. Entre os destaques estiveram a apresentação do engenheiro José Manuel Moulin, do Green Building Council Brasil (GBC) e Petinelli Engineering Consulting, intitulada “Edificação sustentável ou fake?”; o professor Isaac Volschan, da UFRJ, com “Estudos e projetos de engenharia sanitária no RJ”; o professor Estevão Freire, também da UFRJ, com “Gestão e inovação na indústria de polímeros”; e o professor James Hall, da Universidade Federal Fluminense (UFF), com “Alterações das condições ambientais e os riscos laborais”.

O Programa de Engenharia Ambiental é uma iniciativa criada há 17 anos a partir da união entre a Escola Politécnica e a Escola de Química da UFRJ, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento acadêmico na área de engenharia ambiental por meio de uma abordagem multidisciplinar.

O workshop pode ser conferido no canal da Escola Politécnica no YouTube:

03/12/2025 – Manhã – https://www.youtube.com/watch?v=K6u1NBijdPU
03/12/2025 – Tarde – https://www.youtube.com/watch?v=oeqBtgIE81E
04/12/2025 – Manhã – https://www.youtube.com/watch?v=2o_rL0PcWJY
04/12/2025 – Tarde – https://www.youtube.com/watch?v=PzP4kXvBBT8&t=1s

Notícias

Aluna da Engenharia Civil conquista o segundo lugar no Prêmio Prof. Figueiredo Ferraz, do Comitê Brasileiro de Túneis (CBT)

Publicado em: 16/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

A estudante Mayara Dias Delgado Lopes, da Escola Politécnica da UFRJ, conquistou o segundo lugar no Prêmio Prof. Figueiredo Ferraz, concedido pelo Comitê Brasileiro de Túneis (CBT). A premiação reconhece anualmente os melhores Trabalhos de Conclusão de Curso ou de Iniciação Científica desenvolvidos por alunos de graduação em instituições brasileiras, valorizando pesquisas voltadas ao projeto, construção, operação, manutenção e reforço de túneis, além do planejamento do espaço subterrâneo.

O trabalho assinado pela aluna de Engenharia Civil, intitulado “Estudo comparativo entre perfis longitudinais dos deslocamentos radiais de túnel profundo obtidos a partir de metodologias empíricas e análises numéricas tridimensionais”, foi orientado pelos professores Maria do Carmo Reis Cavalcante e Wagner Nahas Ribeiro.

De acordo com a organização do prêmio, a participação de jovens pesquisadores reforça o papel da premiação na formação de novos profissionais, além de valorizar a produção científica e técnica sobre as obras subterrâneas e o uso do espaço subterrâneo. Também destaca-se pela promoção da participação de profissionais que estão iniciando a carreira dentro dessa área.

O prêmio leva o nome de José Carlos Figueiredo Ferraz, engenheiro e professor que se tornou um dos mais influentes nomes da comunidade tuneleira brasileira. Nascido em Campinas, em 1918, atuou como docente em diversas instituições de prestígio e exerceu o cargo de prefeito de São Paulo entre 1971 e 1973. Foi responsável pelo início da construção da linha Norte–Sul do Metrô de São Paulo e pela implantação da lei de zoneamento da cidade. Sua trajetória, marcada por inovação e dedicação ao desenvolvimento urbano, inspira as novas gerações homenageadas pelo prêmio que perpetua seu legado.

Notícias

Minerva Sats conquista menção honrosa no INPE CubeDesign 2025

Publicado em: 16/12/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Representando a Escola Politécnica da UFRJ, a equipe Minerva Sats conquistou uma menção honrosa no INPE CubeDesign 2025, competição dedicada ao desenvolvimento de nanosatélites por estudantes universitários. A equipe chamou a atenção dos avaliadores pelo bom desempenho na Missão ManchaSat, desafio no qual os participantes deveriam desenvolver um satélite miniaturizado capaz de identificar manchas de óleo no mar e apontar o navio responsável pelo vazamento. 

O evento, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), reuniu equipes universitárias latino-americanas para competirem em provas voltadas à engenharia, inovação e aplicações espaciais. Nesta quarta edição, foram selecionadas 11 universidades entre 22 candidatas, das quais sete avançaram para as etapas presenciais, realizadas no INPE entre os dias 26 e 28 de novembro. 

Neste ano, a Minerva Sats se destacou pelo desenvolvimento do O.D.I.N. SAT, um CubeSat 1U que detecta manchas de óleo através de diversas ferramentas tecnológicas, como um payload óptico, um sistema de visão computacional embarcado e um conjunto de subsistemas desenvolvido pela própria equipe. O projeto garantiu ao time um bom resultado na prova de Missão, que avalia a capacidade do satélite de executar tarefas autônomas, processar dados e responder a comandos. Pelo desempenho, a banca avaliadora da competição ressaltou a maturidade técnica do projeto e a integração entre hardware, software e processamento embarcado. 

“Participar do INPE CubeDesign 2025 foi uma das experiências mais marcantes da minha trajetória na equipe e representa, ao mesmo tempo, a conclusão de um ciclo muito especial”, conta a estudante Manuella Andrade de Oliveira, capitã da equipe. E acrescenta:

– A participação no evento reforça o papel da Minerva Sats como uma das equipes estudantis mais ativas do país na área de espaço, consolidando a UFRJ no cenário nacional de engenharia espacial.

A capitã relata ainda que o último ano foi desafiador para a equipe, devido à perda do laboratório que utilizavam e de parte do acervo do time, o que exigiu a reconstrução dos projetos que estavam em desenvolvimento. Para a estudante, o esforço coletivo, que contou com apoio da equipe e da universidade, foi essencial para a conquista. “Nada disso teria sido possível sem o apoio dos nossos patrocinadores, parceiros institucionais, e professores da Escola Politécnica”, afirma.

O CubeDesign foi criado por professores e alunos da Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais do INPE, com o objetivo de promover a troca de conhecimento e a integração entre diferentes instituições de ensino.

Notícias

Equipe de robótica garante terceiro lugar em competição internacional na Romênia

Publicado em: 27/11/2025 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

A equipe Astra Robotics Team, formada por estudantes da Escola Politécnica da UFRJ, conquistou o 3º lugar na categoria Mini Sumô na RoboChallenge Romania 2025, uma das maiores competições internacionais de robótica, realizada entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, em Bucareste, na Romênia. O torneio reuniu estudantes de mais de 30 países e contou com 275 robôs inscritos. Promovida pela National University of Science and Technology Politehnica of Bucharest, a competição envolve a construção e programação de robôs, exposições tecnológicas e o sumô de robôs.

A robô Lucky, da categoria Mini Sumô, foi a responsável pela conquista da equipe, com nove vitórias e apenas uma derrota. Com o prêmio, a equipe, que recebe mentoria da professora e também diretora-adjunta de Carreira e Empreendedorismo da Escola Politécnica, Alice Ferruccio, já coleciona sete troféus. “Esse desempenho foi uma surpresa incrível para nós, visto que a Astra é uma equipe nova e nossos robôs ainda estão em fase de testes”, diz Anne Victória, capitã da equipe.

A Astra Robotics Team foi fundada no início deste ano pelas estudantes Anne Victória Rodrigues da Costa, de Engenharia Mecânica; Giovanna Bilitario Trianon, de Engenharia Mecânica; e Lígia Calina Bueno Bonifácio, de Engenharia Eletrônica e de Computação. As alunas trabalham de maneira independente e são responsáveis por todas as etapas do trabalho, que vão desde as funções administrativas até a fabricação de robôs. Apenas no primeiro ano, o time construiu sete robôs. Entre eles, seis da categoria Mini Sumô, custeados pelas próprias integrantes; e um Mega Sumô, com apoio do edital de patrocínios do Parque Tecnológico da UFRJ.

Segundo a estudante de Engenharia Mecânica, um dos objetivos iniciais da criação da equipe era tornar a robótica e a engenharia um espaço mais acolhedor para o público feminino. “Nossa principal missão é gerar identificação. Por esse motivo, optamos por usar cor-de-rosa como nosso uniforme oficial das competições, e personalizamos os robôs com uma estética feminina e divertida”, afirma. Ela também conta que a equipe costuma receber palavras de apoio de outras meninas, que relatam se identificar com o trabalho do grupo.

Anne Victória destaca que a maior conquista da equipe foi o apoio recebido de profissionais da comunidade internacional de robótica durante o torneio. “As mulheres romenas da organização e as equipes de outros países torceram e gritaram por nós das arquibancadas mesmo sem nos conhecer. Compartilhando cada vitória com abraços, risos e até lágrimas, como se fôssemos todos do mesmo time”, lembra.

Após a vitória, a equipe foi convidada a participar da All Japan Robot Sumo, o maior torneio mundial de sumô de robôs, sediado em Tóquio. O torneio acontece entre os dias 6 e 7 de dezembro e reúne finalistas de todas as grandes competições internacionais no Ryōgoku Kokugikan, uma arena esportiva japonesa.

Para custear os gastos da viagem até a Romênia, a equipe recebeu patrocínio da Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (ABRAMAN). Agora, busca novos apoios para viabilizar a participação na competição japonesa.