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Professores da Escola Politécnica da UFRJ recebem Prêmio Inventor Petrobras 2026

Publicado em: 30/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Professores da Escola Politécnica da UFRJ foram homenageados nesta quinta-feira (25), durante cerimônia realizada no Hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, com o Prêmio Inventor Petrobras 2026. A iniciativa reconhece pesquisadores, instituições parceiras e colaboradores responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras protegidas por patentes em parceria com a companhia, destacando contribuições que impulsionam a inovação nos setores de óleo, gás e energia.

Entre os premiados estão os docentes Daniel de Oliveira Costa, Joel Sena Sales Júnior, Luiz Antônio Vaz Pinto e Ulisses Admar Monteiro, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica. O grupo foi reconhecido pelo depósito de patente resultante do projeto Mapeamento de energias e potencial de aproveitamento nas FPSOs, desenvolvido em parceria com a Petrobras.

A tecnologia patenteada consiste em um procedimento para avaliação do desempenho de turbinas eólicas offshore flutuantes, contribuindo para o avanço de soluções voltadas à geração de energia renovável em plataformas de produção de petróleo. O estudo buscou identificar e avaliar alternativas para o aproveitamento de fontes renováveis de energia em unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo (FPSOs), além de mapear tecnologias capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa dessas estruturas, apoiando estratégias de descarbonização do setor.

Também foram homenageados os docentes do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais José Antônio da Cunha Ponciano Gomes, Rossana Mara da Silva Moreira Thiré e Tatiana das Chagas Almeida.

Rossana Mara da Silva Moreira Thiré recebeu o reconhecimento por sua participação no desenvolvimento da invenção Sistema e Método de Espectroscopia Acústica para Medição de Fluidos, que resultou em pedido de patente depositado pela Petrobras.

Coordenado pela professora Ana Mehl, da Escola de Química da UFRJ, o projeto teve como objetivo o desenvolvimento de um aparato experimental em escala de bancada para a caracterização de fluidos e insumos químicos utilizados na indústria do petróleo por meio de técnicas acústicas. Nesse contexto, a equipe do Laboratório de Biopolímeros e Bioengenharia (BIOPOLI), da Poli-COPPE, coordenada por Rossana Thiré, contribuiu com o desenho e a impressão 3D da câmara de análise acoplada ao sistema de espectroscopia acústica.

Rossana Mara da Silva Moreira Thiré recebeu o reconhecimento por sua participação no desenvolvimento da invenção Sistema e Método de Espectroscopia Acústica para Medição de Fluidos, que resultou em pedido de patente depositado pela Petrobras.

Coordenado pela professora Ana Mehl, da Escola de Química da UFRJ, o projeto teve como objetivo o desenvolvimento de um aparato experimental em escala de bancada para a caracterização de fluidos e insumos químicos utilizados na indústria do petróleo por meio de técnicas acústicas. Nesse contexto, a equipe do Laboratório de Biopolímeros e Bioengenharia (BIOPOLI), da Poli-COPPE, coordenada por Rossana Thiré, contribuiu com o desenho e a impressão 3D da câmara de análise acoplada ao sistema de espectroscopia acústica.

José Antônio da Cunha Ponciano Gomes foi premiado pelo desenvolvimento de um método e sistema experimental para simulação de processos de corrosão sob tensão, especialmente em ambientes ricos em dióxido de carbono (CO₂) e sob condições de confinamento geométrico. A tecnologia foi desenvolvida no âmbito do LabCorr – Laboratório de Corrosão da UFRJ, referência em pesquisas voltadas à integridade estrutural e à corrosão de materiais aplicados à indústria de óleo e gás.

A tecnologia permite o controle uniforme e programável do carregamento mecânico, além do monitoramento eletroquímico contínuo do processo corrosivo durante os ensaios. O sistema possibilita simular fenômenos de trincamento, compreender os fatores que os influenciam e avaliar quantitativamente a suscetibilidade dos materiais à corrosão sob esforços mecânicos. A solução também se aplica ao estudo de processos de degradação induzidos pela absorção de hidrogênio, mecanismo associado à perda de resistência mecânica em materiais estruturais amplamente empregados pela indústria.

A professora Tatiana das Chagas Almeida foi reconhecida pelo depósito da patente Processo de Síntese de Inibidores de Corrosão em Meio de Alta Salinidade com CO₂ e Produto Obtido, desenvolvida em parceria entre a Petrobras e os laboratórios LNDC, LEMAE e LABEE da UFRJ.

A invenção propõe uma solução para reduzir a corrosão em ambientes de alta salinidade e presença de dióxido de carbono, condições típicas das operações no pré-sal e em unidades offshore. Voltada à proteção de dutos, tanques e equipamentos da indústria de óleo e gás, a tecnologia também prioriza o desenvolvimento de inibidores verdes, alinhando inovação, sustentabilidade e maior segurança operacional.

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Enactus UFRJ conquista primeiro lugar em edital de empreendedorismo social

Publicado em: 29/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Formada por alunos da Escola Politécnica e de outras unidades da UFRJ, a Enactus UFRJ conquistou o 1º lugar na Categoria Brasa da 2ª edição do Edital CRIE & Transforme durante a Capacitação Regional e Integração das equipes Enactus do Rio de Janeiro, realizada em 17 de maio e sediada pela Enactus UNIRIO. O edital reuniu projetos de diferentes times Enactus e avaliou as propostas por meio de banners e pitches apresentados a uma banca especializada, com foco em reconhecer e incentivar iniciativas de empreendedorismo social, colaboração e impacto positivo nas comunidades atendidas.

A premiação foi concedida ao projeto LUMINA, que desenvolve tecnologias assistivas sustentáveis para crianças e jovens com deficiência na educação básica da rede pública. A iniciativa busca ampliar a acessibilidade e a inclusão educacional por meio da produção de recursos acessíveis com filamento PET reciclado e impressão 3D, contribuindo para a redução de barreiras no ambiente escolar e para uma aprendizagem mais equitativa.

Além do reconhecimento ao projeto, a professora da Escola Politécnica da UFRJ e coordenadora da Enactus UFRJ, Alice Ferruccio, foi eleita uma das dez melhores professoras conselheiras da rede Enactus, distinção que reconhece a atuação de docentes no apoio e orientação das equipes universitárias.

Para Thaís Mendes Teixeira, graduanda de Engenharia de Materiais, líder do projeto LUMINA e vice-presidente da Enactus UFRJ, o resultado reflete um trabalho coletivo. “Receber o primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma colaborativa, unindo conhecimento acadêmico, inovação e compromisso social. Ver o projeto LUMINA ser premiado reforça nossa convicção de que iniciativas desenvolvidas por estudantes têm o potencial de gerar soluções concretas para desafios da sociedade e promover transformações reais por meio da universidade”, afirmou.

Ela destaca ainda o impacto institucional da conquista. “Essa conquista fortalece nossa missão e renova o compromisso da equipe em desenvolver soluções que aliem empreendedorismo social, inovação e impacto positivo. Representar a UFRJ e a Escola Politécnica nesta conquista é motivo de muito orgulho e reafirma nossa responsabilidade de continuar transformando conhecimento em benefício da sociedade”, destacou.

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Telhado verde desenvolvido pela UFRJ reduz temperatura em residência da Maré em até 8°C

Publicado em: 22/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Uma residência do Complexo da Maré registrou redução de até 8°C na temperatura interna após a instalação de um telhado verde desenvolvido no âmbito do Projeto Telhado Verde, iniciativa de professores e estudantes da Escola Politécnica da UFRJ. O resultado, considerado inédito pela equipe responsável, reforça o potencial da tecnologia como alternativa para amenizar os impactos das mudanças climáticas em áreas urbanas vulneráveis.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do atual cenário climático. Segundo relatório publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em março deste ano, o período entre 2015 e 2025 foi a década mais quente da história. Voltado à adaptação das moradias aos efeitos do calor extremo, o Projeto Telhado Verde busca promover maior conforto térmico e melhorar a qualidade de vida dos moradores.

A equipe, formada por três docentes e quatro alunos de graduação da Politécnica, uniu-se à ONG Redes da Maré, por meio do Programa de Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ). O objetivo é construir telhados verdes capazes de diminuir o calor nas residências, aumentar a biodiversidade local e contribuir para a adaptação às mudanças climáticas.

Para a implementação do projeto foi selecionada, com o apoio de moradores da comunidade, uma residência do Complexo da Maré para receber o equipamento. O telhado verde foi instalado em dezembro de 2024 em uma casa habitada por duas pessoas. A construção foi viabilizada pela ONG Redes da Maré, que também capacitou 15 jovens da região responsáveis pela execução e manutenção da estrutura.

Segundo Marcos Barreto de Mendonça, professor da Escola Politécnica e coordenador da iniciativa, a execução do projeto em uma comunidade informal exigiu soluções específicas para garantir a segurança da estrutura existente. “A realização do telhado verde em uma comunidade informal foi um desafio, já que precisava ser muito leve para não comprometer a estrutura de telhado existente. Com este objetivo tivemos que conceber um projeto com materiais leves, inclusive reduzindo significativamente a espessura do substrato, que é o solo, para a vegetação. Entretanto, essa concepção poderia comprometer o desempenho térmico do telhado devido à pouca espessura de solo, porém os resultados têm indicado redução de temperatura bastante significativa em relação ao telhado convencional.”

Os resultados, registrados neste ano, foram obtidos por meio de inspeções visuais periódicas e medições realizadas por sensores térmicos. A eficácia do sistema foi comprovada pela comparação entre a residência que recebeu o telhado verde e moradias vizinhas que não contam com a tecnologia. Além dos benefícios térmicos, as moradoras relataram impactos positivos no bem-estar. Segundo elas, o jardim criado sobre a residência tornou o ambiente mais agradável e acolhedor, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

O coordenador também destaca o envolvimento direto da comunidade no desenvolvimento da pesquisa.

“Destaco também a prática da ciência cidadã nesta iniciativa, onde moradores da comunidade tiveram uma participação ativa na pesquisa, contribuindo na construção do telhado, medição de temperatura e manutenção da cobertura vegetal, vendo de perto os resultados positivos da técnica.”

Nos próximos meses, a equipe continuará monitorando os resultados e realizando testes em laboratório para aperfeiçoar os protótipos e ampliar o potencial da iniciativa.

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Alunos do Programa de Engenharia Ambiental da Politécnica-UFRJ participam de ação de reflorestamento no Aterro Sanitário de Seropédica

Publicado em: 18/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Em uma ação voltada à recuperação ambiental, estudantes de pós-graduação em Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ participaram do plantio de espécies nativas no Aterro Sanitário de Seropédica. Promovida pela equipe de Meio Ambiente da Regenera Rio, em 9 de junho, a atividade reuniu mais de 20 voluntários, entre alunos da UFRJ, colaboradores da empresa e representantes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).

Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a iniciativa promoveu o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica no entorno do aterro, com o objetivo de ampliar a diversidade e a densidade vegetal da região, contribuindo para a melhoria da qualidade do solo e do ar.

A ação foi realizada na Área 7, que integra o cinturão verde do empreendimento. Essa faixa de vegetação funciona como uma barreira natural, favorecendo a conservação da flora nativa e o aumento da biodiversidade local.

Foram plantadas mudas de boleira (Joannesia princeps) e paineira-rosa (Ceiba speciosa), espécies produzidas no viveiro florestal localizado na planta operacional da Regenera Rio. Atualmente, o viveiro abastece principalmente as áreas do aterro e da jazida, espaços que também recebem visitantes interessados em conhecer as iniciativas ambientais desenvolvidas no local.

“A participação dos alunos no plantio de espécies nativas no cinturão verde do Aterro de Seropédica aproxima a formação acadêmica da prática profissional. Ao vivenciarem a operação de um aterro sanitário e compreenderem a função técnica da barreira verde no controle de odores, poeira, ruído e erosão, os estudantes relacionam conceitos como gestão de resíduos sólidos e recuperação de áreas degradadas a uma situação real de engenharia ambiental. O contato direto com o plantio de mudas nativas também reforça a importância da restauração ambiental e contribui para a formação cidadã e o senso de responsabilidade socioambiental desses futuros profissionais“, destacou a professora do PEA, Monica Pertel.

Cláudia Morgado vence consulta para a Decania do Centro de Tecnologia e será a primeira mulher a ocupar o cargo

Publicado em: 05/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A professora Cláudia do Rosário Vaz Morgado, da Escola Politécnica da UFRJ, foi a mais votada na consulta à comunidade acadêmica para a escolha da nova Decana do Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ para o mandato 2026-2030. O resultado da apuração foi divulgado nesta sexta-feira (5/6), por meio do canal do CT no YouTube.

A Profa. Cláudia recebeu a maioria dos votos entre os três segmentos da comunidade universitária. Entre os estudantes, obteve 818 votos, enquanto o Prof. João Carlos dos Santos Basílio, também da Escola Politécnica, recebeu 504. Entre os técnicos-administrativos e colaboradores, a Profa. Cláudia conquistou 191 votos, contra 125 do Prof. João Carlos. Já no corpo docente, foram 244 votos para a Profa. Cláudia e 159 para o Prof. João Carlos.

Engenheira civil formada pela Escola Politécnica da UFRJ, a Profa. Cláudia Morgado é professora titular da instituição e atua nos cursos de Engenharia Ambiental e Engenharia Civil, além do Programa de Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ). Possui mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), doutorado em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Ao longo da carreira, coordenou importantes iniciativas acadêmicas e institucionais, como a implantação do Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ, a Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da universidade e o Programa de Recursos Humanos da ANP voltado à Engenharia Ambiental aplicada à indústria do petróleo, gás e biocombustíveis. Também foi conselheira e coordenadora da Comissão de Meio Ambiente do CREA-RJ e presidiu o Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais.

Entre 2018 e 2026, a Profa. Cláudia Morgado dirigiu a Escola Politécnica da UFRJ, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história da unidade. Atualmente, integra o Conselho Diretor do Clube de Engenharia e preside a implantação do Fórum Nacional de Dirigentes de Instituições de Ensino de Engenharia (FORDIRENGE).

A Profa. Cláudia Morgado será a primeira mulher a assumir a Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ.

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Escola Politécnica tem quatro docentes contemplados em programa da UFRJ voltado a jovens doutores

Publicado em: 05/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Quatro professores da Escola Politécnica da UFRJ estão entre os 50 docentes contemplados na 16ª edição do Programa de Apoio a Docente Recém-Doutor Antônio Luiz Vianna (ALV 2025). A certificação dos selecionados foi realizada nesta segunda-feira (1º/6), em cerimônia no Salão Nobre do Conselho Universitário.

Os docentes da Escola Politécnica contemplados nesta edição são Bráulio César de Oliveira, George Victor Brigagão, Murilo Eduardo Casteroba Bento e Rodrigo Moulin Ribeiro Pierott. Nesta edição, o edital teve como foco o desenvolvimento e a aplicação da Inteligência Artificial (IA), em consonância com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Ao todo, foram submetidos 141 projetos, dos quais 50 foram selecionados para financiamento. A Reitoria da UFRJ ampliou o número de projetos contemplados, que passou de 35 para 50, elevando para R$ 1,7 milhão os recursos destinados ao programa. Os 35 primeiros classificados receberão apoio de até R$ 40 mil cada, enquanto os 15 demais contarão com recursos de até R$ 20 mil.

Criado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) e pelo Conselho de Ensino para Graduados (CEPG), o Programa Antônio Luiz Vianna busca apoiar docentes recém-doutores na consolidação de suas atividades acadêmicas e científicas. Nesta edição, os recursos serão geridos pela Fundação Coppetec e poderão ser utilizados na aquisição de equipamentos, materiais de consumo e contratação de serviços especializados necessários ao desenvolvimento dos projetos aprovados.

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Professor Richard Stephan recebe moção de reconhecimento da Câmara Municipal do Rio

Publicado em: 05/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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O professor Richard Stephan, da Escola Politécnica da UFRJ, foi homenageado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com uma moção de reconhecimento por sua contribuição à Engenharia e à formação de profissionais da área. A honraria, proposta pelo vereador Zico, foi entregue no dia 22 de maio, no Palácio Pedro Ernesto, durante uma cerimônia que celebrou engenheiros responsáveis por relevantes contribuições ao desenvolvimento técnico e social do estado.

A moção é uma distinção concedida pela Câmara Municipal a autoridades e personalidades que tenham prestado serviços de destaque à sociedade. No documento, a Casa Legislativa ressalta que a homenagem representa “respeito, admiração e gratidão aos profissionais que, com ética, dedicação e competência, contribuem para o fortalecimento técnico, científico e social da nossa sociedade”.

Para Richard Stephan, o reconhecimento foi motivo de satisfação e reencontros. “Senti-me honrado por ter sido lembrado. Além disso, encontrei na cerimônia velhos amigos”, afirmou o professor.

Com quase cinco décadas dedicadas à Engenharia Elétrica, Richard Stephan construiu uma carreira marcada pela dedicação ao ensino, à pesquisa e à inovação tecnológica. Formado em Engenharia Elétrica pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) em 1976, possui mestrado em Engenharia Elétrica pela UFRJ e doutorado pela Ruhr-Universität Bochum, na Alemanha.

Ao longo da carreira, o professor da Politécnica recebeu diversas homenagens por suas contribuições acadêmicas. Entre os reconhecimentos estão: Amigo do Governo Chinês, maior honraria concedida pelo governo chinês a especialistas estrangeiros; o Prêmio Parceiros da Mobilidade, da Agetransp; e o CREA-RJ Meio Ambiente. Em 2024, foi eleito membro titular da Academia Nacional de Engenharia, uma das mais importantes distinções concedidas a profissionais da área no país.

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Estudantes da UFRJ vencem prêmio de inovação na maior competição de engenharia dos BRICS

Publicado em: 03/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Uma equipe de estudantes da Escola Politécnica da UFRJ levou o Brasil ao destaque na maior competição internacional de engenharia dos BRICS. Em Moscou, na Rússia, os alunos conquistaram o prêmio The Best Breakthrough Solution 2026 ao apresentar uma proposta inovadora para suprir a crescente demanda energética de futuros datacenters de inteligência artificial por meio de tecnologia nuclear sustentável.

A conquista ocorreu durante o CASE-IN 2026, realizado entre os dias 18 e 22 de maio. A equipe vencedora foi formada por Vinicius Costa Silva, João Pedro Gualti Scalabrini, Jeniffer Medeiros dos Santos e Victor Pereira da Silva dos Santos. Ao longo da competição, os estudantes enfrentaram sucessivas etapas eliminatórias até chegarem à final.

Na última fase, o grupo apresentou um projeto sobre o gerenciamento do ciclo de vida de um empreendimento nuclear voltado para datacenters hyperscale de inteligência artificial. Com o tema energia como eixo central, a competição desafiou os participantes a desenvolver soluções economicamente viáveis, sustentáveis e capazes de fortalecer a cooperação entre os países do bloco.

A proposta da equipe da Politécnica prevê o desenvolvimento de uma usina nuclear com reprocessamento de urânio e cogeração de água para atender à crescente demanda energética de futuros datacenters hyperscale de IA. O projeto busca aliar eficiência, sustentabilidade e viabilidade econômica para enfrentar os desafios do setor energético.

Eleita por votação dos próprios participantes, a iniciativa recebeu o prêmio de solução mais inovadora da competição. Na classificação geral, o Brasil terminou em quarto lugar entre as onze equipes participantes. África do Sul, Egito e Índia ocuparam as três primeiras posições, respectivamente.

Para o capitão da equipe, a conquista teve um significado especial diante da experiência dos concorrentes. “Todos os países que estavam competindo tinham muitos anos de experiência na área de engenharia. O Brasil era o único país sem experiência. Éramos uma equipe formada integralmente por pessoas ainda em formação”, afirma o estudante Vinicius Costa Silva.

Em sua terceira edição, o CASE-IN reúne jovens profissionais e estudantes em fase de conclusão de curso para desenvolver soluções inovadoras baseadas em tecnologias emergentes. Anualmente, equipes de diferentes países dos BRICS são desafiadas a criar projetos com foco na integração e na colaboração entre as nações do bloco.

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Professor da Politécnica-UFRJ é eleito para a Academia Europaea e torna-se único representante da América Latina na área de Engenharia

Publicado em: 03/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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O professor Renato M. Cotta, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da UFRJ, foi eleito membro da Academia Europaea, uma das mais prestigiadas instituições científicas do mundo. Entre os 5.953 integrantes da Academia, apenas dois são brasileiros: o professor Takeshi Kodama, ex-UFRJ e atualmente na UFF, eleito em 2012 para a Seção de Physics, e agora Renato Cotta, eleito em 2026 para a Seção de Engineering. Com a eleição, o docente da UFRJ torna-se o único representante do Brasil e da América Latina na área de Engenharia da instituição.

Fundada em 1988, a Academia Europaea reúne pesquisadores de destaque de diferentes países e áreas do conhecimento com o objetivo de promover a excelência acadêmica e a colaboração interdisciplinar em toda a Europa. A instituição atua no fortalecimento da pesquisa e da educação de alto nível, no estímulo ao diálogo entre diferentes campos do saber e na promoção da cooperação científica internacional. Atualmente, conta com 5.953 membros, dos quais 556 pertencem à categoria de estrangeiros. Entre seus integrantes estão 92 laureados com o Prêmio Nobel até 2025, incluindo nomes como James Watson, co-descobridor da estrutura do DNA, e Carlo Rubbia, reconhecido pela descoberta dos bósons W e Z no CERN.

A filiação à Academia Europaea ocorre exclusivamente por eleição. Os pesquisadores precisam ser indicados por membros já eleitos e passam por um rigoroso processo de avaliação por pares internacionais. Os critérios considerados incluem excelência científica, impacto internacional da produção acadêmica, liderança intelectual e contribuições relevantes para o avanço do conhecimento. Na Seção de Engineering, da qual Renato Cotta passou a fazer parte este ano, são 86 membros ao todo, sendo 26 estrangeiros e 60 atuantes na Europa.

“Ao longo dos anos mantive estreita colaboração com pesquisadores de diferentes Universidades e Institutos Europeus e ter hoje esse reconhecimento é de certa forma uma retribuição ao esforço de uma intensa cooperação científica internacional. Espero que a oportunidade me abra novas avenidas para ajudar na aproximação de grupos de pesquisa no Brasil, em particular pesquisadores mais jovens, com colaboradores de renome e impacto na Europa.”, celebra Renato Cotta.

Renato M. Cotta formou-se engenheiro mecânico com ênfase nuclear pela Escola de Engenharia da UFRJ em 1981. Em seguida, realizou doutorado na North Carolina State University, nos Estados Unidos, em Engenharia Mecânica-Aeroespacial, com minors em Engenharia Nuclear e Matemática, concluído em 1985. Iniciou sua carreira acadêmica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e retornou à UFRJ em 1987 para atuar no Programa de Engenharia Mecânica da COPPE. Em 1989, tornou-se professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica e, em 1997, foi aprovado para o cargo de professor titular da unidade. Desde 2019, está cedido à AMAZUL Tecnologias de Defesa, onde atua como consultor técnico do Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

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Professor Sergio Hampshire da Escola Politécnica é homenageado pelo Confea

Publicado em: 29/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Cinco décadas dedicadas à Engenharia Civil e à formação de gerações de profissionais renderam ao professor da Escola Politécnica da UFRJ, Sergio Hampshire de Carvalho Santos, a Medalha do Mérito do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A honraria foi entregue no dia 7 de maio, durante a Sessão Plenária 1.629 do CREA-RJ, em reconhecimento à contribuição do docente para a engenharia brasileira.

Formado em Engenharia Civil pela UFRJ em 1975, Sergio Hampshire iniciou sua trajetória como professor da Escola Politécnica em 1997. Ao longo da carreira, dedicou-se a grandes projetos de engenharia e energia no país, atuando na equipe responsável pelo projeto estrutural das usinas nucleares de Angra 2 e Angra 3, bem como do reator nuclear de pesquisa da Marinha do Brasil. Além disso, ele esteve à frente da coordenação de engenharia das usinas termoelétricas de Três Lagoas e do Norte Fluminense.

Também teve atuação de destaque na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), onde coordenou atividades relacionadas à norma de Projeto Sísmico de Estruturas. Autor de mais de 150 artigos científicos, recebeu o Prêmio Oscar Niemeyer, concedido pelo CREA-RJ, e o Prêmio Emílio Baumgart, do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon).

Para Sergio Hampshire, a homenagem simboliza o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente ao longo de décadas. “Fui representando uma brilhante, vibrante e renovada comunidade de professores e alunos da Escola Politécnica”, afirmou o professor.

Criada em 1958, a Medalha do Mérito é a maior honraria do Sistema Confea/Crea e Mútua, que homenageia, anualmente, profissionais que deixaram legado de destaque nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências.

Foto: Primeiro vice-presidente no exercício da presidência, Luiz Carneiro, entrega a medalha do mérito a Sergio Hampshire / CREA-RJ