LIpE auxilia estudantes do ensino médio da rede estadual na aprendizagem de programação e lógica

Publicado em: 15/06/2023 Escola Politécnica da UFRJ
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Alunos do ensino médio dos CIEPs 165 Brigadeiro Sérgio Carvalho e 196 São Teodoro, da Zona Oeste do Rio, que participam dos cursos de programação, infraestrutura e lógica – sob supervisão de membros do Laboratório de Informática para Educação (LIpE) da Escola Politécnica da UFRJ, apresentaram no dia 1º de junho, durante a 12ª SIAc – Semana de Integração Acadêmica da UFRJ, os trabalhos que têm sido desenvolvidos em cada unidade escolar. A iniciativa, que começou em 2017, já impactou mais de 300 alunos.

Os cursos têm como objetivo apresentar ferramentas tecnológicas relacionadas à programação como Python e Scratch, acompanhar o aprendizado dos alunos – dando todo suporte necessário, e estimular o raciocínio lógico, além de fomentar o interesse na área. 

Inicialmente, as aulas eram conduzidas por extensionistas da graduação da Escola Politécnica. A partir de 2018, os próprios alunos da escola que haviam feito os cursos anteriores assumiram a condução das aulas, contando ainda com apoio e supervisão do LIpE. Todo conhecimento adquirido pelos alunos dos CIEPs é transmitido dos veteranos para os mais jovens, garantindo assim a aprendizagem contínua. Atualmente, acompanham essa atividade oito extensionistas da graduação da Escola Politécnica e mais dois de pós-graduação do Laboratório de Informática e Sociedade (LabIS) da Coppe.

“Temos uma filosofia africana que levamos durante anos, o Ubuntu, que se baseia em uma corrente de solidariedade, onde compartilhamos aprendizado, assim os alunos se tornam monitores/instrutores e passam seus conhecimentos anteriormente adquiridos para os próximos”, explicou Anna Beatriz Azevedo, que está no 2º ano do CIEP Brigadeiro Sérgio Carvalho.

Segundo a aluna, recentemente o projeto foi ampliado na escola, conseguindo formar uma turma de 30 alunos em Python. “Ainda estamos em processo de desenvolvimento e esperamos crescer cada vez mais. Idealizamos novos cursos, tais como o de edição de vídeo, contanto com um espaço maker que está em construção. É extremamente gratificante fazer parte desse projeto tão lindo que oferece conhecimento gratuitamente para muitos que em sua maioria não teriam acesso a um curso pago”, pontuou.

Já Luane Couto, ex-aluna do CIEP 165 e ainda colaboradora nos cursos, comentou as dificuldades ao longo do projeto. “A sala de informática estava abandonada, mas com a parceria da UFRJ conseguimos restabelecê-la. Desde então, disponibilizamos cursos gratuitos para os alunos da nossa escola”, disse a ex-aluna.

Para o coordenador do Laboratório de Informática para Educação (LIpE), Ricardo Jullian, estes projetos são muito importantes:

–  Depois de décadas buscando formas de aproximar a computação da escola pública, finalmente encontramos um caminho bastante promissor. Mesmo com a pandemia, o projeto conseguiu seguir crescendo. Talvez o trabalho em equipe e a solidariedade construída entre todos os envolvidos seja até mais importante que os conceitos de programação de computadores que são adquiridos e repassados.