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Cabo submarino que conecta Brasil à Europa começou a funcionar este mês

O Brasil acaba de ganhar mais um ponto de internet de alta velocidade com a Europa. A notícia foi dada no início de junho pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, que pretende melhorar o sistema de transporte de informação digital do país com um cabo submarino de fibra óptica. A iniciativa começou em fevereiro de 2014 durante a VII Cimeira Brasil-União Europeia, que levou a uma decisão dos chefes de estado de aprimorar a infraestrutura de comunicação entre a América Latina e a UE.

“Ao completar a infraestrutura de rede de fibra óptica terrestre da RedCLARA Cooperación Latino Americana de Redes Avanzadas, associação de redes nacionais de educação e pesquisa na América Latina, um passo importante será dado em direção ao acesso igualitário a serviços intercontinentais por todos os usuários latino-americanos”, avalia o professor Marcelo Igor, chefe do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica.

O cabo submarino tem 6 mil quilômetros de extensão e liga a cidade de Fortaleza a Sines, em Portugal, passando pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde. O projeto teve o custo estimado em US$ 185 milhões e será usado para educação e pesquisa, mas também para serviços e nuvem e negócios digitais.

Segundo informações fornecidas pelo consórcio Building the Europe Link with Latin America (BELLA), a tecnologia permite a redução de 50% a latência da conexão atual – que antes passava pelos Estados Unidos, até chegar ao continente europeu.

Alguns benefícios imediatos da operação do cabo submarino já estão sendo noticiados. Entre eles, a operação do Cherenkov Telescope Array (CTA), que requer transferência de dados entre localidades na Europa (Espanha, Alemanha e Itália) e o Chile, provendo a necessidade de banda larga na operação de uma rede com mais de 100 telescópios.

Outro caso noticiado de benefício imediato da operação do cabo submarino é o acesso rápido aos dados de observação da terra produzidos pelo projeto Copernicus, um programa da União Europeia que oferece serviços de informação baseados em observação da Terra por satélite e dados in situ e pode ajudar, por exemplo, no combate ao desmatamento na Amazônia.

O sistema

O sistema construído utiliza cabos submarinos de nova geração, oferecendo 72Tbps de capacidade em quatro pares de fibra, segundo o consórcio. A tecnologia de transmissão óptica coerente usa modulação da amplitude e da fase da luz, bem como transmissão através de duas polarizações, para permitir o transporte de mais informações através de um cabo de fibra óptica.

21/05/2021
Escola Politécnica da UFRJ

 
 


 
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