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Embraer anuncia venda de 250 ‘carros voadores’ em 2026

Já imaginou trabalhar no centro do Rio de Janeiro e morar em Campo Grande, a 40 quilômetros de distância, sem depender dos veículos automotores? É o que propõe a Eve Urban Air Mobility Solutions, divisão da brasileira Embraer com foco no ecossistema de mobilidade urbana aérea, ao anunciar recentemente que até 2026 irá comercializar 250 aeronaves movidas à eletricidade, capazes de decolar e pousar na vertical. A circulação destas aeronaves, que têm sido chamadas de “carros voadores”, está prevista inicialmente para algumas grandes cidades brasileiras, Londres e Nova York.

O projeto conta com parcerias da companhia brasileira Helisul Aviation, uma das maiores operadoras de helicópteros da América Latina, e da Halo, empresa com forte presença nos mercados de táxi aéreo e fretamento de helicópteros nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Apesar de ser uma iniciativa esperançosa, com possibilidade de melhora do deslocamento nos grandes centros - hoje repletos de engarrafamentos -, a implementação da inovação exigirá alguns cuidados dos órgãos de fiscalização.

“O deslocamento no espaço aéreo está sujeito a um conjunto de regras e de forte controle, devido ao perigo potencial causado pelas aeronaves, que carregam centenas de vidas a bordo. Toda inovação deve ser olhada com suas vantagens e desvantagens”, pondera Fernando Castro Pinto, Diretor Adjunto de Tecnologia e Inovação da Escola Politécnica da UFRJ, professor do Departamento de Engenharia Mecânica.

O professor reforça que a inovação é interessante, mas não deveria ser comparada a um carro. “As restrições à formação de seus motoristas serão mais próximas à dos pilotos do que a da autoescola. Vistoria e manutenção serão mais rigorosas do que as do Detran. Já imaginou um veículo destes caindo por falta de combustível ou por problemas de manutenção? Os eventuais acidentes aeronáuticos terão consequências bem mais graves do que de nossos já muito numerosos acidentes de trânsito, que hoje matam em demasia”.

Outro aspecto de importante consideração é o ruído produzido pelas hélices de sustentação e voo. “Estas deverão ainda passar por um processo de redução de suas emissões acústicas antes de possibilitar o seu uso sobre áreas residenciais, hoje já lutando com seus próprios problemas de poluição sonora devido ao trânsito. A eficiência energética é outro fator a ser considerado, se o veículo gastar muita energia apenas para poder parar no ar, com suas hélices em funcionamento. Carro parado não gasta combustível, diferentemente do helicóptero”, explica e finaliza:

“Esses veículos vêm sim para oferecer alternativas ao uso de helicópteros, e terá sucesso se conseguir reduzir os custos e aumentar a segurança deste modal de transporte. O que é possível com as novas tecnologias e eletrônica embarcadas. É auspicioso que brasileiros na Embraer estejam abrindo novos caminhos após Santos Dumont”.

21/05/2021
Escola Politécnica da UFRJ

 
 


 
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