Novos diretores adjuntos assumem áreas estratégicas na Politécnica da UFRJ

Publicado em: 09/04/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Escola Politécnica da UFRJ anuncia mudanças em suas diretorias adjuntas, com a nomeação de novos docentes para funções estratégicas da unidade acadêmica. Os professores Fábio Luiz Peres Krykhtine, Julio Cesar Boscher Torres e Igor de Azevedo Fraga, assumem respectivamente as diretorias adjuntas de Tecnologia e Inovação (DATI), de Pós-Graduação (DAPG) e de Gestão e Infraestrutura (DAGI). As mudanças buscam aprimorar as atividades de ensino, pesquisa, inovação e gestão institucional.

Na DAPG, Julio Torres destaca que pretende promover um diálogo de cooperação entre os programas para estabelecer boas práticas na construção dos planejamentos estratégicos e na avaliação do atingimento das metas ao longo do quadriênio. Dentre outros aspectos, ressalta a necessidade de uma participação mais efetiva dos discentes na construção e no acompanhamento das ações.

Segundo o professor, a DAPG também incentivará os programas na condução de agendas de pesquisa alinhadas a problemas concretos da sociedade, com ênfase em desafios urbanos, ambientais, tecnológicos e educacionais, em consonância com referenciais internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Outro ponto a ser intensificado é a transferência tecnológica e a inovação, com estímulo à geração de patentes, à criação de startups e ao fortalecimento da interação com núcleos de inovação tecnológica, de forma a converter resultados científicos em aplicações práticas. “Ainda nesse contexto, um dos objetivos será incentivar a criação e a manutenção dos cursos lato sensu, por meio de políticas internas que reduzam os trâmites de criação e facilitem o acompanhamento e o controle das turmas.”, acrescenta o professor.

À frente da DATI, Fabio Krykhtine avalia que a Escola Politécnica já se configura como um polo de inovação tecnológica, com forte energia e engajamento de seu corpo social para a transformação da sociedade. Nesse sentido, entre as principais frentes de atuação da diretoria estão o apoio aos professores na mobilização dos alunos, o incentivo à participação discente em iniciativas estudantis, o fortalecimento das equipes de competição e grupos de trabalho, além da ampliação da presença em eventos nacionais e internacionais e do desenvolvimento de novas abordagens tecnológicas.

O professor também destaca a importância de um diálogo aberto e colaborativo para enfrentar os desafios relacionados a restrições orçamentárias e de infraestrutura, buscando soluções conjuntas e o aproveitamento de oportunidades. “Entre as estratégias, estão a aproximação com o Sistema Firjan, agências de fomento, patrocinadores e instituições parceiras, visando à formação de consórcios de pesquisa e desenvolvimento que possam atrair investimentos, viabilizar infraestrutura, manter laboratórios e ofertar bolsas acadêmicas, com retorno direto à sociedade”, explicou Fábio.

Já na DAGI, Igor Fraga afirma que as primeiras ações serão voltadas à escuta qualificada da comunidade acadêmica, com o objetivo de identificar, junto a estudantes, departamentos e coordenações, os principais gargalos que impactam o ensino. “Em paralelo, vamos realizar um levantamento físico e funcional dos ambientes, especialmente nos períodos de férias, permitindo a elaboração de uma análise de criticidade que priorize segurança, continuidade das atividades acadêmicas e condições de permanência”, revelou o professor.

Segundo ele, a gestão da infraestrutura deverá evoluir de um modelo predominantemente corretivo para uma abordagem baseada em manutenção preventiva, com a estruturação de planos de manutenção e a organização de um cadastro técnico consistente dos ativos. A integração com o setor de patrimônio é apontada como fundamental para a geração de dados estratégicos que permitam prever falhas, otimizar recursos e qualificar a tomada de decisão.

Além disso, também está prevista a implementação de um sistema de avaliação das requisições, com monitoramento de prazos e qualidade dos serviços prestados, gerando indicadores de desempenho. No campo da modernização, a proposta inclui o alinhamento entre infraestrutura e práticas pedagógicas, a qualificação da equipe técnica, a melhoria do desempenho ambiental das edificações, a requalificação dos espaços de permanência e a solução de questões estruturais críticas, garantindo condições adequadas para o ensino, a pesquisa e a permanência estudantil.