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Coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da Poli-UFRJ participa de workshop sobre reciclagem de resíduos plásticos na Argentina

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Evento sediado na Poli-UFRJ debate propostas para solucionar inundações urbanas

A Escola Politécnica da UFRJ recebeu, na penúltima semana de julho, a 10° edição do HydroLatin-America (HYDROLAT), evento capitaneado pela Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) e organizado por meio do Programa de Engenharia Urbana (PEU). Interação de ideias, conhecimentos e experiências sobre modelagem matemática, soluções para inundações urbanas e formas de melhorar a qualidade da água fazem parte dos objetivos gerais do evento.

Os problemas relacionados às inundações urbanas vêm crescendo no mundo todo, sendo considerado um dos principais desastres socionaturais no que se refere às perdas materiais e humanas. A partir do momento em que o ser humano transforma uma paisagem natural para dar lugar a uma cidade, por meio da urbanização do solo, impermeabilização e instalação de redes de drenagem, também agrava os riscos de inundação, com a exposição de infraestruturas, bens e pessoas a eventos majorados pela própria urbanização.

As inundações urbanas são um problema frequente no Rio de Janeiro sempre que há um temporal mais intenso, o que reacende o debate em torno de propostas de melhorias. Em abril deste ano, chuvas fortes, deficiências de manutenção e falhas históricas no planejamento urbano deixaram a cidade em estágio de crise e com um saldo de vários bairros praticamente submersos, deslizamentos e mortes. Para resolver esse tipo de problema, uma das ferramentas mais úteis seriam os modelos matemáticos, trabalhados durante o evento, conforme explica o professor Marcelo Miguez, da Poli-UFRJ.

"Os modelos matemáticos ajudam a ter uma visão sistêmica do problema para orientar melhor o desenho de projeto. Por sua vez, esse desenho vem ganhando novos contornos com a lógica das soluções sustentáveis. Então, em vez de simplesmente receber a água que a cidade produz e tentar descartar essa água, o que a gente faz é reinterpretar o ciclo hidrológico, tentar recuperar as funções que a cidade comprometeu, integrando isso com a própria possibilidade de revitalização da cidade e resgatando alguns valores ambientais das bacias que são afetadas", afirma Miguez.

Além do Brasil e da Espanha, também participaram universidades da Argentina, Colômbia, Equador e México de palestras, oficinas de projeto e visita técnica ao Centro de Operações Rio-COR e ao reservatório de controle de cheias da Praça Varnhagen, no Maracanã, que pode ser vista no vídeo do link a seguir: https://sites.google.com/a/aquacloud.net/19hla/

Para Manuel Gomez Valentin, da “Universitat Politècnica de Catalunya” e idealizador do HYDROLAT, a ideia é que esse projeto estimule o aluno a “aprender fazendo! Se há um problema, ele tem de ser resolvido. Precisamos mudar a visão tradicional de que o estudante é passivo e só recebe a informação. Evidentemente, em uma semana não teremos uma solução perfeita, mas é muito importante e necessário despertar as próprias habilidades e cooperar com os outros membros do grupo, até porque a vida real é muito parecida com isso”.

 

31/07/2019
Escola Politécnica da UFRJ

 
 


 
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