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Entrevista com Prof. Vanderli Fava de Oliveira sobre “Educação em engenharia e o engenheiro do futuro”

Na última semana a Escola Politécnica recebeu a palestra do Prof. Vanderli Fava de Oliveira sobre "Educação em engenharia e o engenheiro do futuro: a urgente necessidade de diretrizes inovadoras". Vanderli é professor titular do curso de Engenharia de Produção e Mecânica da UFJF, e atualmente é presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE), conversou um pouco com a gente sobre o futuro do ensino da Engenharia. 

Qual foi a principal mensagem passada ontem na palestra? 

A urgente necessidade de atualização dos projetos dos cursos de engenharia e que os professores devem tomar em suas mãos a realização desta atualização.

 

Quais seriam as principais inovações importantes da educação da engenharia na sua opinião?

Em termos de concepção de Instituição de Educação Superior cujas atividades finalística tem sido Ensino, Pesquisa e Extensão, deve ser alterada para o fim primordial de formar cidadãos profissionais, empreendedores, pesquisadores e comprometidos com a cidadania para realizar o que antes era finalidade precípua. Isso leva o curso a mudar o foco para a relação estudantes / professores entendendo que, o conhecimento é a base, mas o estudante deve aprender o que fazer com este conhecimento de forma integrada e não mais fragmentada como tem sido. A formação deixa de ser conteudista para ser formadora de habilidades e competências acadêmicas e profissionais. A sala de aula deve deixar de ser um local onde o tudo deve se adequar ao tricentenário formato de carteiras e lousa (ou display) e ser substituída por espaços que se adaptem às competências que devem ser desenvolvidas.

Para isso é necessário capacitar os docentes e técnicos educacionais para a utilização de métodos e meios de ensino/aprendizagem, principalmente os que se utilizem de tecnologia. Fazer a transição da “aula tradicional” para o desenvolvimento de atividades nas quais os alunos aprendem e fazem, preferencialmente de maneira contextualizada (atividades o mais próximo possível da realidade).

 

Atualmente, o que está faltando no ensino da Engenharia? Acredita que as Universidades estão formando um engenheiro para o mundo atual ou o ensino não está bem relacionando com o que o mercado de trabalho espera?

Tornar a atividade na Graduação tão valorizada quanto a atividade na pós-graduação e na pesquisa, com bolsas, financiamento de projetos e agregando valor para a ascensão funcional. Integrar efetivamente a graduação com a pós-graduação, com as atividades de pesquisa e extensão e também nas organizações que demandem engenharia. 

Os recém formados tem apenas parte do que é necessário para o exercício profissional e a Universidade tem potencialpara preparar bem melhor do que hoje prepara.

 

Como você acredita ser a relação entre professor e aluno nos cursos de engenharia e de que forma isso contribui ou atrapalha para o aprendizado?

Hoje o que mais agrega valor na atividade docente é o resultado das pesquisas (artigos principalmente). Sem estes os professores não conseguem bolsas, financiamentos e ainda não progride na carreira. A atividade que menos agrega valor é a exercida na graduação, com isso o professor, de uma maneira geral, dedica apenas o tempo estritamente necessário a aula na graduação. O resultado disso é que a relação dos professores com alunos de graduação fica muito prejudicada. É claro que há prejuízo na formação dos alunos de graduação. 

 

Em relação ao conteúdo teórico e prático, acredita que o atual ensino de engenharia consegue contemplar bem as duas formas de aprendizado?

A divisão entre teoria e prática é um formato que só atende em termos organizacionais (é mais cômodo), mesmo porque na realidade esse separação não se dá. Para uma aprendizagem ser profícua, o que chamam de teoria e prática, além de serem indissociadas, ainda deve ocorrer dentro de um contexto de aplicação preferencialmente.


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30/11/16
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Jornalista: Thais Vieira
Telefones:(21) 3938-7301

 
 


 
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