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Poli recebe representante da École de Nantes

A Escola Politécnica da UFRJ recebeu no último mês a visita de Claire Delhomme, funcionária da Ecóle Centrale de Nantes, uma das universidades parceiras da Poli no esquema de intercâmbio de duplo diploma. Claire veio ao Rio através do Sustain-T, um projeto do Erasmus Mundus, que busca unir a União Europeia e a América latina através de intercâmbio de funcionários das Universidades.


Claire, funcionária do setor de relações internacionais da Ecóle Nantes, como é comumente conhecida a universidade, veio a UFRJ para entender melhor como funciona a Poli, em termos de estrutura, organização e disciplinas. Em Nantes, ela já trabalhava em parceiria com a Dari, auxiliando os alunos internacionais, os ajudando a encontrar moradia e também na adaptação a uma nova cultura, com festas, recepções e qualquer outro problema que o aluno tiver. Por isso para ela é muito importante entender um pouco mais da cultura brasileira, para saber assim quais serão as maiores dificuldades que um aluno da Poli pode enfrentar quando se muda para lá.


Em relação a concessão de bolsas, Claire conta que trabalha com muitos brasileiros, e um grande fator de decisão na hora de conceder as bolas, além de um excelente histórico de notas, especialmente em matemática e química, é o perfil do aluno. Eles precisam ter certeza de que o aluno vai se adaptar bem a mudança, afinal é um intercâmbio de dois anos.


Ela explica também que para entrar na Centrale Nantes, os alunos franceses se preparam por dois anos, focando apenas nas matérias exatas. Finalizado o período de preparação, é formado um ranking e os melhores alunos são distribuídos para as Ecoles Centrales, grupos de 5 universidades públicas, espalhadas pela França, que são faculdade de engenharia de excelência. Por isso é importante que os alunos intercambistas tenham boas notas na área, uma vez que precisam acompanhar o ritmo das aulas quando chegam lá, que é bem intenso. No final na formação, após três anos na Centrale Nantes, os alunos recebem o equivalente a um título de mestrado, que na França é chamado de diploma de engenharia.


Por outro lado, fluência em francês não é necessário. Ela conta que pela proximidade entre o português e o francês, ambas línguas latinas, eles sabem que o aluno consegue aprender o francês suficiente nas primeiras semanas na França, quando são ofertadas aulas de francês, antes do ano letivo começar.


Claire fala também que os alunos fazem muitos estágios durante o curso, uma vez que ele é bastante focado no mercado de trabalho. No segundo ano fazem um estágio de 5 meses e no terceiro ano, de 6 meses, para que assim saibam como é o mercado de trabalho e consigam um bom emprego no final do curso.


Para Rogério Nascimento, Chefe Administrativo de Relações Internacionais da Escola Politécnica, essa proximidade entre as instituições é essencial para que estes programas funcionem, “esse tipo de experiência te possibilita entender melhor como funcionam as Universidades na Europa, onde a mobilidade universitária é bastante estabelecida com diversos setores de relações internacionais”.


Ele explica que a parceria com Ecoles Centrales é uma das parcerias mais antigas da Poli, e que o processo seletivo é bastante concorrido. “São alunos muito acima da média, excelentes. Na lista desse ano, dos 15 alunos praticamente todos estão entre os 10% melhores da turma, alguns ainda são primeiro ou segundo”.


Existe um sistema de avaliação que leva em consideração as notas e CR dos alunos por curso. Na Direção adjunta de relações internacionais (DARI), eles acessam dentro do sistema todas as notas dos alunos por semestre e por curso, e analisam o CR médio da turma, a mediana e o desvio padrão. Informações que também são passadas para os coordenadores que ainda podem ser usadas para seleção de bolsistas, por exemplo.


Todo este trabalho de aproximação é muito benéfico para os alunos da Poli, que por intermédio da Dari, conseguem fazer o intercâmbio e se formar com dois diplomas, algo que é muito bem vistos pelas empresas brasileiras e que vai os ajudar a conseguir um bom emprego após a formatura.

 

 


 

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08/11/16
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