Site UFRJ

 

Untitled Document

Notícias
 

Memória viva na UFRJ

Assim como Rússia, Brasil também já foi afetado por meteoritos cósmicos

Devido aos dois eventos cósmicos ocorridos no dia 15 de fevereiro de 2013, os quais  preocuparam a população mundial ao caírem na Rússia e ferirem aproximadamente mil pessoas, a queda do meteorito de Pará de Minas, em 1934, ficou novamente em destaque.

O acidente cósmico foi analisado e estudado pela ex-professora da Escola Politécnica da UFRJ, Aïda Espínola, a qual ministrou aulas ao curso de Engenharia Metalúrgica e de Materiais e é quem nos relata a história. Na época a docente fazia parte do Laboratório da Produção Mineral, LPM/DNPM, do Governo Federal.

“Em 1934, Pará de Minas, em Minas Gerais, foi atingida por um meteorito, nas terras da fazenda Palmital, vizinha do distrito de Igaratinga. Testemunhas relatam que por volta das 19h, um forte clarão tomou conta dos céus da cidade. Assim que o meteoro passou o clarão sumiu rapidamente.

Ana Maria Campos, diretora do Museu Histórico de Pará de Minas, contou que, poucos dias após a observação testemunhada, um carroceiro, de uma fazenda às margens da BR-262, na região de Palmital, zona rural da cidade, localizou o meteorito (fragmento do meteoro):  a roda do seu veículo bateu na pedra, que era relativamente pequena, mas o homem não conseguiu sozinho retirá-la da estrada, foi preciso a ajuda de um amigo. Junto, levara  o objeto,  que apesar de pequeno, pesava 112 quilos.

Em 1941, um engenheiro do extinto DNER, hoje DNIT, viu o meteorito na porta da casa do carroceiro e se apropriou do mesmo. Este engenheiro vendeu a pedra para o Museu Nacional do Rio de Janeiro, faturando, na época, um bom dinheiro.

O meteorito de Pará de Minas continua exposto no Museu Nacional, mas pequenos fragmentos dele foram enviados para várias partes do mundo para estudos.

Ana Maria Campos, diretora do Museu Histórico conta que, por muitos anos, o meteorito foi o maior já encontrado no Brasil. Ela acredita que, à época, a população de Pará de Minas tenha ficado alarmada com a passagem daquela bola de fogo pelos céus da cidade. Ela tem uma missão pela frente: acredita que o meteorito deve voltar para a sua origem, e está tentando consegui-lo de volta.

A composição deste meteorito ficou identificada pela análise de um fragmento de sua massa, realizada por Dr. Aïda Espinola, no Laboratório da Produção Mineral, LPM/DNPM, em 20 de agosto de 1950, registrado sob o nº 9.593.

Este resultado comprovou tratar-se de um composto por ferro e níquel, conforme o resultado das suas dosagens, que foi o seguinte: 90,5% de Ferro (Fe), 8,1% de Níquel (Ni) e 0,4% de Cobalto (Co). A dosagem de Cobalto foi realizada na seção de Físico Química do LPM, pelo Dr. Leuda Ciornai.

Esta análise foi divulgada em 06 de outubro de 1952, no Boletim nº 18, do Museu Nacional, onde os pesquisadores advertem que ficou comprovado que o meteoro se partiu ao passar pela atmosfera terrestre. Isso significa que outros meteoritos podem estar espalhados pela região onde o exemplar foi encontrado”.

Professora e o meteorito da história viva de Minas

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Twitter

28/02/13
Cequal Assessoria de Imprensa e Comunicaçãoda Escola Politécnica da UFRJ
Jornalista Responsável: Monica Coronel (FENAJ -16423/63/68)
Jornalistas-estagiários:Darlan de Azevedo, Guilherme Melo e Ivete Silva
atendimentopoli@cequal.com.br  e redacao@poli.ufrj.br

 
 


 
     Universidade Federal do Rio de Janeiro - Escola Politécnica
     Av. Athos da Silveira Ramos, 149, CT - Bloco A, 2º andar - Cidade Universitária - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
     CEP: 21941-909 - Caixa Postal 68529 - Telefone: + 55 - 21 - 3938-7010 - Fax: + 55 - 21 - 3938-7718
Desenvolvido por STI Poli