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Mensagem da Direção

O Novo Vestibular para a Escola Politécnica da UFRJ

A sistemática de classificação no vestibular da UFRJ para os alunos que desejam cursar Engenharia na Escola Politécnica mudou. Agora a primeira prioridade será a pontuação obtida e a segunda a opção pela modalidade de engenharia. Antes era o oposto.

Na inscrição os alunos deverão informar que desejam fazer engenharia na Escola Politécnica e, a seguir, priorizar as opções que preferem (civil, mecânica, elétrica, metalurgia, naval, etc - são 12 modalidades e você pode colocar todas). Assim, é possível a um aluno optar por Engenharia, Física e Matemática. Se for classificado para Engenharia, passa então a valer a prioridade das modalidades. Aqui é importante mencionar que a UFRJ tem também a Escola de Química que oferece três outras modalidades de engenharia às quais não se aplicam esse processo. O edital e o manual devem ser lidos com atenção.

Complicado? Vamos tentar explicar. A primeira prioridade é a pontuação obtida. Logo, o computador escolherá os 790 alunos com melhor pontuação na opção Engenharia (da Escola Politécnica). A seguir, o computador passa a alocar esses 790 de acordo com suas opções de curso.

Qual a justificativa para a mudança? Um médico é um médico. Médicos têm especialidades, mas diploma único. Um advogado é um advogado. Advogados têm especialidades mas o diploma também é único. Na Engenharia também poderia ser assim. Mas razões históricas, técnicas e sociais levaram a um aparente distanciamento entre as diferentes modalidades de Engenharia que não encontra respaldo na vida profissional, no dia-a-dia dos engenheiros.

É muito difícil para quem está no ensino médio, que cresceu vendo essa diferenciação, aceitar essa forma de ver a profissão. No entanto, é possível dar alguns exemplos. A Embraer, a fabricante brasileira de aviões, uma empresa de
alta tecnologia, selecionou engenheiros navais em seu último processo seletivo. Porque um engenheiro naval numa empresa de aviões? Pelo simples fato de que um engenheiro naval é um Engenheiro. À Embraer interessava contratar os melhores engenheiros, menos importando sua especialidade. Um bom Engenheiro Naval, com um curso de especialização dado pela própria Embraer, se transforma rapidamente em Engenheiro Aeronáutico.

É assim no dia-a-dia das grandes empresas. Foi apenas um exemplo, mas isso ocorre num sem número de empresas. Um engenheiro contratado para uma determinada função, muda de posto na empresa e passa a trabalhar com assunto para o qual aparentemente não foi preparado. Se ele for bom, irá se sair bem. E os engenheiros da Escola Politécnica da UFRJ são muito bons, são os melhores.

Ademais, a ciência e a técnica evoluíram muito, continuam evoluindo, e esse progresso tem levado muito mais a uma aproximação do que a um distanciamento entre as modalidades de engenharia. Eu vejo isso analisando minha própria vida.

Sou Engenheiro Metalúrgico e trabalhava com extração de metais. Em determinado momento, pesquisando a extração de titânio de minérios brasileiros ganhei algum conhecimento sobre a química desse metal. Hoje também faço trabalhos, oriento teses e pesquisas sobre implantes dentários de titânio, um tema aparentemente afeito apenas à Odontologia. Se eu tivesse a cabeça fechada, disposto a olhar apenas a engenharia metalúrgica, perderia oportunidades de crescimento profissional.

Voltando ao vestibular. O novo sistema irá privilegiar a competência dos alunos. Entrarão na UFRJ os melhores, realmente os melhores. Isso não é mais democrático? Não é mais correto numa Universidade Pública? Deixarão de valer subterfúgios do tipo "vou escolher a modalidade x porque é mais fácil de entrar"; "lá dentro eu tento mudar". Somos uma Universidade, aqui é lugar de elite, de elite intelectual, dos melhores, de quem realmente merece.

Claro está que com o novo sistema, muitos alunos serão alocados em suas segundas ou terceiras escolhas. A estes alunos a vida oferecerá três opções. A primeira opção é mudar de curso. Isso é possível mas depende da existência de vagas no curso pretendido e depende do desempenho nas disciplinas dos primeiros períodos, ou seja, a seleção privilegia as notas obtidas nas disciplinas. A segunda opção é compreender tudo o que foi dito acima, entender-se como um Engenheiro, sem sobrenome, e seguir com seu curso em frente. Ao final ele será um Engenheiro da Escola Politécnica da UFRJ, um título com enorme e inegável valor no mercado, a quem não faltarão oportunidades de sucesso profissional.

A última opção é tornar-se um aluno frustrado, perder a concentração nos estudos, ser reprovado, tentar novo vestibular, perder tempo, mudar de universidade, abandonar os estudos. Cá entre nós, pessoas com esse último tipo de personalidade teriam pouca possibilidade de sucesso mesmo que estivessem em sua modalidade preferida.

Há ainda um fato importante. Cerca de 60% das disciplinas de Engenharia são comuns entre todas as modalidades. Ou seja, cerca de três anos de estudos são praticamente comuns. Esse fato dá origem a um dito, uma constatação comum entre os engenheiros experientes: "o que nos dá emprego são os dois últimos anos de universidade, mas o que nos mantém empregados são os três primeiros". É a base, são os fundamentos, que tornam os Engenheiros profissionais tão requisitados por todos os setores da economia: indústrias, bancos, comércio, agricultura...

A Escola Politécnica da UFRJ é a mais antiga Escola de Engenharia do país, das Américas. É a maior Escola de Engenharia pública do país e, ouso dizer, é a melhor de todas. E é a melhor em todos os sentidos. Nosso corpo docente é extremamente qualificado, nossos laboratórios, muito bem aparelhados, nossas salas de aulas, confortáveis. Nosso ambiente é o de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico. Aqui os alunos, muito mais do que aprender, são preparados para saber aprender, para serem capazes de enfrentar problemas, para achar soluções. Aqui nos orgulhamos do que fazemos: formamos os melhores engenheiros do país, para o país, para o nosso povo.


Prof. Ericksson Rocha e Almendra
Diretor da Escola Politécnica da UFRJ

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